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21/02/2019 às 16h53min - Atualizada em 21/02/2019 às 16h53min

Deputado Max Russi perde disputa para o TCE por 1 voto e reclama de interferência do Paiaguás

Vinícius Bruno e Jacques Gosch RDNEWS
ARAGUAIA NOTÍCIA


Pela diferença de um voto, o deputado Max Russi (PSB) não foi escolhido para ser indicado pelo Colégio de Líderes da Assembleia para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Após a definição, o parlamentar avalia que houve interferência do Palácio Paiaguás e reclama da postura da Comissão Provisória de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), presidida interinamente pelo deputado Paulo Araújo (PP).  “Vi que alguns parlamentares brigaram para que não acontecesse a disputa do meu nome. Eu não pedi votos. Nenhum dos 23 deputados me escutou pedindo um voto, nem apoio", pondera.

Nesta linha, ressalta que é um homem de grupo e que por isso aceitou o desafio proposto pelos colegas. Max teve 10 votos, enquanto que Guilherme Maluf (PSDB) recebeu 11. O parlamentar, que ocupa a 1ª secretaria da Mesa Diretora, alega que tinha 11 votos, mas que um dos apoiadores desistiu da votação ao longo do disputado processo pela vaga.

Em tese, dois votos decidiram o processo, o voto “da traição” e um voto em branco, que poderia ter feito toda a diferença para Max. Dos 24 deputados, dois votaram no juiz Eduardo Calmon. O contador Luiz Mário de Barros, os deputados Sebastião Rezende (PSC) e Dilmar Dal Bosco (DEM) não receberam votos. Os parlamentares decidiram apoiar Maluf e não votaram neles mesmos.

“Feliz por ter participado de uma disputa, na qual não coloquei meu nome. Meu nome foi colocado por 11 parlamentares. No meio do processo um deles mudou o voto. Foi a decisão mais difícil da minha vida, porque sou um político que gosto do que faço, viver essa vida andando pelos municípios ”, disse o parlamentar.

Max avalia que o processo pela disputa já está encerrado e preferiu não manifestar se aprovará ou não o nome de Maluf, que será apresentado para apreciação do plenário na próxima terça (26).  “A maioria dos deputados já o escolheu. Prefiro focar no meu trabalho como 1º secretário”, se limitou a dizer. .

Outra reclamação do parlamentar foi sobre uma possível interferência do Palácio Paiaguás no processo pela vaga do TCE. “O Palácio Paiaguás não tinha o deputado Max como candidato, seria um outro servidor público que viria em meu lugar aqui no Parlamento, Barranco assumiria a primeira secretaria. Tem que respeitar esse entendimento do Palácio. Não acho que houve uma interferência muito forte, mas é lógico que tinha um interesse pelo Guilherme, acho justo e respeito esse posicionamento”, diz Max.
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