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04/09/2023 às 15h18min - Atualizada em 04/09/2023 às 15h18min

Filmes aprovados em edital da Secel começam a ser exibidos para a população

Com investimentos de R$ 3 milhões, foram selecionados no edital 34 projetos de curta-metragem

Araguaia Notícia com Graciele Leite | Secel-MT

A população de Mato Grosso começa a ter acesso a produções artísticas regionais, viabilizadas via Edital do Audiovisual, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Com investimentos de R$ 3 milhões, somente deste edital, foram selecionados 34 projetos de curta-metragem, videoclipe, videodança e videoarte.

As exibições começam nesta sexta-feira (01.09), quando serão lançados dois filmes, o documentário "Caminhos Ciganos" e o videoarte "Undual". A apresentação ao público é gratuita. Outros lançamentos recentes deste ano foram o curta-metragem "Tereza de Benguela", videoarte "Macunaíma Pop do Cerrado" e o videoclipe ‘Treme".



O documentário Caminhos Ciganos, que apresenta as culturas e identidades ciganas do Brasil, França e Portugal, levou seis anos para ficar pronto, e foi finalizado graças aos recursos do Edital. Dirigido e roteirizado pelo cineasta cigano Aluízio de Azevedo, o filme será lançado em três cidades onde vivem as comunidades ciganas que participam da obra, Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra.

A primeira exibição ao público será nesta sexta-feira (01.09), às 10h, no Centro Cultural de Tangará da Serra. A segunda será no acampamento Calon, dia 05 de setembro, às 19h, em Rondonópolis. Em Cuiabá, o filme "Caminhos Ciganos" terá uma sessão no dia 09 de setembro, às 19h, no Centro Cultural Casa das Pretas, localizada na Praça da Mandioca. 



Também com lançamento para esta sexta-feira (01.09) está o videoarte "Undual", que explora a poética surrealista para retratar a subjetividade e contradições das relações humanas. Dirigido pela artista Vitória Tami e pelo cineasta João Pedro Régis, a exibição ocorrerá às 19h30, no Cineclube Coxiponés, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Além da sessão, o público poderá conferir uma exposição de artes sobre o filme.

“A seleção no Edital da Secel impulsionou a concepção do projeto, considerando que em todo o estado as iniciativas de linguagem da videoarte são raras devido aos desafios inerentes à produção audiovisual experimental”, destaca a diretora Vitória Tami.



Outro filme lançado recentemente foi Tereza de Benguela, um curta sobre a vida da líder do maior quilombo de Mato Grosso, o Quariterê. A história de Tereza de Benguela marca também a resistência à escravidão e a luta da Rainha pela liberdade do seu povo, no século 18. O curta foi lançado no final de julho, no Cine Teatro Cuiabá, e apresentado também na Conferência Municipal de Cultura de Sorriso, no dia 29 de agosto.

“Sem o Edital da Secel a gente não teria condições de realizar esse curta metragem, que envolveu mais de 30 profissionais, muita pesquisa e investimentos. Graças a esse olhar do Governo de Mato Grosso, o cinema do interior também pôde trazer sua voz e sua arte. Realizar um curta como Tereza de Benguela para mim é um privilégio por contar a história dessa mulher incrível”, destaca o diretor do filme, Salles Fernandes.

Na categoria videoclipe, uma das produções já lançadas para o público é "Treme", da multiartista Luisa Lamar. Ao ritmo do reggaeton, a música foi gravada em parceria com Sharamandaya Kess e narra o empoderamento feminino em um contexto de violência contra a mulher e relações tóxicas. O clipe pode ser conferido em todas plataformas digitais de áudio e vídeo.



Além dos filmes que estão sendo lançados, os demais projetos aprovados no Edital do Audiovisual seguem no cronograma de gravação e finalização. Um deles é o curta-metragem "Mansos", da cineasta Juliana Segóvia. O filme traz o protagonismo das mulheres negras com uma história sobre ancestralidade, retratando uma família composta por uma mãe e duas filhas que têm a vida impactada pela construção de uma hidrelétrica.

Outra produção em gravação é o filme de terror "Vale da Estranheza", do cineasta Paulo Vidotti, que reúne elementos místicos, criaturas sobrenaturais, psicopatologias humanas e o universo dos vampiros. O filme tem previsão de lançamento para este ano.

Ao todo, dos 34 projetos aprovados no Edital do Audiovisual, 22 obras são de curta-metragem nos formatos de ficção, documentário e animação. Há ainda 8 projetos da categoria videoclipe, 2 de videodança e 2 de videoarte. Os projetos receberam valores entre R$ 25 mil e R$ 150 mil, de acordo com a proposta aprovada.

Todos as informações referentes ao Edital do Audiovisual, bem como a lista de projetos selecionados, podem ser acessadas no site www.secel.mt.gov.br/editais.



Investimentos no setor

Dados do Observatório da Cultura da Secel apontam que os investimentos no setor do audiovisual em Mato Grosso tem crescido desde 2020, principalmente por meio de editais, com recursos que somam R$ 6,2 milhões destinados ao segmento até o final de 2022. Entre as seleções públicas estão o MT Nascentes (2020), Audiovisual (2021) e Jogos Eletrônicos (2022).

E o valor irá crescer, exponencialmente, em até 2024, com previsão de recursos de R$ 25,72 milhões para Mato Grosso em projetos de prefeituras e do Estado, que serão desenvolvidos por meio da Lei Paulo Gustavo.  

“A oferta de oportunidades de experiências culturais para a população é um dever do Estado e fomentar a rede produtiva do audiovisual, além de gerar conteúdos relevantes para nosso povo, movimenta e aquece toda uma rede econômica que se beneficia destes recursos. Enquanto o investimento em cultura gera renda, emprego, aquece a economia, também promove cidadania e sociabilidade”, explica o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.



Considerado um dos segmentos mais estruturados da indústria criativa, o audiovisual movimenta tanto a economia quanto a geração de empregos diretos e indiretos. “O audiovisual é um setor de grande importância cultural, social e econômica. Além de movimentar os locais de produção, envolve uma cadeia produtiva dinâmica com potencial econômico e de divulgação da produção cultural do Estado”, explica superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura.


 

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