01/05/2022 às 11h01min - Atualizada em 01/05/2022 às 11h01min

Autônomo é preso suspeito de matar homem atropelado após discussão em supermercado

Câmeras de monitoramento indicam que autor cometeu crime com esposa grávida e criança dentro do carro. Segundo delegado, investigado ficou em silêncio ao ser interrogado.

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Um autônomo de 33 anos foi preso suspeito de matar um homem atropelado na frente de um supermercado em Caldas Novas, no sul de Goiás. A situação aconteceu na sexta-feira (29) e foi flagrada por câmeras de monitoramento (assista acima). As imagens indicam que o motorista cometeu o crime com a esposa, que está grávida, e filha criança dentro do carro.

O delegado Tiago Ferrão contou que o suspeito foi preso cerca de duas horas após o crime por uma equipe da Polícia Militar. Ele estava em carro diferente do usado no atropelamento, com os pais, a esposa e a filha já em Professor Jamil.

Segundo o delegado, o autônomo preferiu ficar em silêncio ao ser interrogado na delegacia, mas segue detido neste sábado (30). O nome do investigado não foi divulgado, por isso o g1 também não conseguiu descobrir quem representa a defesa dele para pedir uma posição sobre o caso.

Ferrão concluiu que o motorista teve a intenção de cometer o crime e impossibilitou que a vítima, Paulo Resio Alves da Silva, se defendesse.

"O autor e a vítima discutiram no interior do supermercado. O autor, saindo primeiro, manobra o carro e aguarda a saída da vítima. No que a vítima sai, o autor acelera, imprime alta velacidade e acaba por atingí-la, causando sua morte", descreveu o delegado.

A Polícia Técnico-Científica fez a perícia no local do crime ainda na sexta-feira e a necropsia no corpo da vítima neste sábado (30), liberando-o em seguida para a família.

Versões sobre a motivação

Segundo Tiago Ferrão, a esposa do autor contou que a vítima "passou uma cantada" nela no supermercado, o que motivou o marido dela a discutir com o homem.

"A esposa [do autor] disse que estava no banco do carona, muito nervosa, grávida e que passou mal, desmaiou e não viu o atropelamento", contou o delegado.

Já uma funcionária do caixa do supermercado disse, em depoimento à Polícia Civil, que a discussão entre os dois aconteceu porque o cartão da vítima demorou a passar, também de acordo com Tiago.

O preso deve responder por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, com uso de recurso que impossibiltou a defesa da vítima. A pena prevista para este crime é de 12 a 30 anos de prisão.

O delegado registrou ainda que, ao ser preso, o homem estava com a chave do carro usado no atropelamento no bolso e indicou à equipe da Polícia Militar que o deteve onde havia deixado o veículo.
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