28/09/2021 às 07h17min - Atualizada em 28/09/2021 às 07h17min

Funcionário pede demissão e denuncia homofobia e racismo em loja de MT

Jovem alega que foi chamado de "macaco" por superior

Letícia Kathucia via Araguaia Notícia 

João Gabriel Guimarães Vieira, ex-funcionário a loja de sapatos Studio Z, localizada na Avenida 13 de Junho, Centro de Cuiabá, registrou um boletim de ocorrência na última sexta-feira (24) contra o supervisor da loja por discriminação e homofobia. O boletim foi registrado após a vítima pedir demissão pela violência discriminatória praticada contra ele diariamente por seus superiores.

Conforme relatos do próprio funcionário, brincadeiras de mau gosto eram feitas diariamente pelo supervisor. No entanto, na última sexta-feira (24), a situação saiu do controle.

As indiretas relacionadas à opção sexual da vítima eram feitas diante dos demais funcionários. João Gabriel conta que estava em reunião quando não percebeu ter sido chamado pelo superior.

“Quando olhei de lado o vi fazendo gestos com a orelha, me chamando de macaco”, declarou. Ao perceber as ofensas do supervisor, a vítima procurou a chefia máxima dos funcionários para relatar o caso.

No entanto, sentiu que nenhuma atitude seria tomada. Revoltado com a situação, o funcionário pediu demissão e procurou uma delegacia de Polícia Civil para registrar o caso.  

Em suas redes sociais, a vítima publicou um desabafo e recebeu apoio de amigos e familiares. “Me chamo João Gabriel e vinha acontecendo preconceito comigo, na loja Studio Z localizada na Rua 13 de Junho, onde eu trabalhava. E só hoje tive coragem, pois foi muito difícil eu conseguir denunciar ou falar sobre isso, pois estava correndo o risco de perder o emprego e nessa pandemia não está sendo nada fácil serviço. Mas hoje finalmente consegui ir na justiça e ter a coragem de dizer que o supervisor da loja vinha fazendo brincadeiras homofóbicas, e até mesmo racial me chamando de Macaco, onde até no áudio ele fala que estava brincando, e disse que eu tinha a “orelha muito grande, parecia de um macaco.” Quando fui tirar satisfação com ele, ele me disse que as câmeras tem áudio, e quando pedi para ele mostrar pra mim, ele não disse nada. Pra mim quem cala consente. Então venho aqui pedir a ajuda de vocês para que a justiça seja feita", desabafou. 

O funcionário trabalhou na loja por apenas três meses. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a denúncia.  
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