06/04/2021 às 11h20min - Atualizada em 06/04/2021 às 11h20min

Jovem alega que não é faccionado e que entrou de ‘bobeira’ na ocultação de cadáveres em Barra do Garças

Araguaia Notícia
O advogado Mauro Dantas, do jovem VG, de 19 anos, entrou em contato com o site Araguaia Notícia, para atualizar as informações de que o seu cliente não é faccionado e não teve participação do assassinato do casal de namorados, Marília Eduarda, de 19 anos, e Marcos Melo, de 20 anos, ocorrido no dia 9/2 na estrada de acesso ao distrito da Voadeira em Barra do Garças-MT, conforme informou a polícia no primeiro momento.

Segundo a defesa, VG deixou claro que não é faccionado e que entrou de ‘bobeira’ ao ser convidado por amigos para participar do momento em que os corpos dos namorados foram levados da cena do crime até a ‘desova’ num matagal perto de um sítio no km 24 da Br 070 entre Barra do Garças e General Carneiro e por isso está sendo acusado de ocultação de cadáver. Todavia, ele não está foragido e que forneceu o seu endereço no último depoimento. VG não tem passagem e nem inquérito na polícia, completou a defesa. 

Até o presente momento, a polícia apurou que o do duplo homicídio, teria sido cometido pelo adolescente AE, de 17 anos, que confessou o assassinato de Marília e Marcos. Ele ainda confessou que matou, antes no dia 21/01, o dono de uma marcenaria na Barra, José Geraldo da Silva, a pedido de uma facção. AE responde pela ocultação dos corpos dos namorados. Já o maior MS, de 21 anos, é acusado de participação de facção com o ‘papel’ de fazer a faxina, ou seja, retirar os corpos da cena do crime.  

Já o maior ML, de 19 anos, é acusado de ocultação de cadáver e corrupção de menores. Uma adolescente de 15 anos foi apreendida também durante a Operação Castelo de Araguaia, que teve o objetivo de desmantelar a atuação de faccionados na Barra. Resumindo dos 5 acusados apenas um assume a autoria duplo homicídio e outro de ser faccionado. E três, teoricamente, alegam que só participação da ocultação.

A operação Castelo de Areia começou com a investigação inicial da 2ª DP de Barra do Garças, no bairro São José, comandada pelo delegado Antônio Moura, e a apreensão dos envolvidos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), coordenada pelo delegado Joaquim Leitão. E a motivação do crime seria o descontentamento do casal que tinha troca de facção, mas não estaria satisfeito com o grupo de Barra do Garças e passaram a ser jurados de morte.
 
Tanto é, que segundo a polícia, as mensagens no facebook anunciando o velório das vítimas antes mesmo do ocorrido, teriam sido postadas pelo próprio casal na expectativa de escapar da morte. Só que a facção armou pra eles. Primeiramente chamou Marília dizendo que ela participaria junto com eles de um ‘salve’ (execução ou castigo para rivais), porém ela foi atraída para um lugar em Barra do Garças onde foi assassinada. Depois fizeram o mesmo com Marcos.

Os corpos foram levados num veículo de onde aconteceu a execução até o matagal perto de um sítio no km 24 da Br 070 e lá foram ‘desovados’. A polícia não sabe e ainda apura se as vítimas foram torturadas antes de morrer. O rapaz que assumiu a autoria disse nos depoimentos que não. Ele alega que chegou atirando e ceifando a vida das vítimas rapidamente.
  
Durante depoimentos, portanto o menor AE assumiu a autoria dos disparos com frieza e calculismo que chamou atenção dos delegados Moura e Leitão envolvidos na investigação. “Esse rapaz nos surpreendeu pela sua calma em relatar os crimes. Realmente um garoto perigoso”, completou Leitão.
As vítimas

Marcos, que era bastante conhecido da polícia em Primavera do Leste-MT, sendo que o mesmo usava tornozeleira, porém estava rompida. E Marília cujo último contato com a família aconteceu no dia 9/2. Na época, os corpos forma encontrados no dia 15/2 e pai de Marília disse que não tinha ideia de quem teria feito isso com eles.


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