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03/10/2018 às 17h40min - Atualizada em 03/10/2018 às 17h40min

Nutricionista responde: quando os suplementos são consumidos de forma errada?

Produtos vendidos no mercado brasileiro são seguros, mas efeitos nem sempre podem ser os esperados

Paula Campos
Araguaia Notícia
Há centenas de suplementos alimentares diferentes no mercado mundial. Cada país tem, além dos seus contextos e consumidores particulares, legislações e especificações de produção e comercialização próprios. Só por isso já se torna difícil falar em "consumo errado" de suplementos, segundo o nutricionista da Growth Supplements, Diogo Círico.
 
"Há formulações de suplementos fabricadas fora do país que podem trazer sérios riscos à saúde e são reguladas no exterior e, da mesma forma, suplementos fabricados no Brasil e classificados como seguros para saúde aqui que são proibidos em outros lugares", comenta.
 
Levando em conta apenas os produtos fabricados e colocados no mercado brasileiro, todos os suplementos atuam basicamente no fornecimento de nutrientes para o corpo. Eles servem ou para atender uma demanda nutricional criada pelo indivíduo ou para estimular ou sinalizar reações bioquímicas consideradas naturais do organismo humano.
 
Os suplementos que funcionam como fornecedores de nutrientes exercem influência desde que a pessoa tenha necessidade deles em sua dieta cotidiana. Os estimulantes, por sua vez, funcionam independentemente de haver necessidade, mas só têm efeito se o organismo responder positivamente à oferta dos elementos presentes nos produtos.
 
Círico diz que a cafeína e a arginina são exemplos interessantes: como suplemento estimulante, a primeira age sobre o organismo apenas trinta minutos após o consumo. Ela só não opera se o indivíduo não possuir receptores nervosos ou se for intolerante à cafeína, desenvolvendo reações adversas. A segunda, por sua vez, fornece nutrientes que, quando consumidos rotineiramente, podem desenvolver uma resposta para a fadiga muscular, fazendo com que seja possível treinar com mais intensidade e por mais tempo.
 
"A arginina, porém, só faz efeito em indivíduos que treinam em alta intensidade, que têm uma boa dieta e treinos intensos. Não é qualquer pessoa que terá benefícios com o uso dessa substância", explica.
 
Portanto, segundo o nutricionista, não há equívocos no consumo desses produtos, mas apenas o conhecimento de que nem sempre eles operam como se espera. "Se falarmos em consumo inadequado de suplementos fabricados no Brasil, o máximo de efeito negativo que poderá acontecer é o desperdício de investimento financeiro. São produtos seguros, que podem ser consumidos por qualquer pessoa saudável, mas não significa que haverá benefícios ou mudanças positivas", diz.
 
"Consumir em excesso, em quantidade insuficiente, em horário inadequado", segue elencando Círico. "Todos estes erros resultam em desperdício de investimento. Não é necessária uma consulta ou a prescrição de um nutricionista para adquirir suplementos, mas é fundamental que os suplementos sejam programados de acordo com a demanda específica de cada individuo, não de acordo com o rótulo do produto no mercado", finaliza.

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