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29/05/2017 às 16h53min - Atualizada em 29/05/2017 às 16h53min

Alunos da UFMT realizam mobilização da Luta Antimanicomial

As atividades foram realizadas em Barra do Garças e Aragarças no dia 18/5

Daniela Couto / Araguaia Notícia
Assessoria
Professores e acadêmicos da UFMT/CUA em conjunto com o Centro Acadêmico de Enfermagem realizam pelo quinto ano consecutivo atividades de mobilização social em prol do Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18 de Maio). As ações de mobilização sempre foram organizadas pela equipe do Projeto de pesquisa e extensão “Saúde mental: os desafios da assistência” da UFMT/CUA, no ano de 2017 não foi diferente.

Tendo em vista a importância desse movimento, para conscientização da população da nossa região, os acadêmicos de Enfermagem se uniram e realizaram ações de mobilização, na praça Sebastião Junior e nas feiras de Pontal do Araguaia e Aragarças. Abordando a comunidade que passava pelo local entregando panfletos sobre a Luta Antimanicomial e a Reforma Psiquiátrica, bem como informando sobre os locais de atendimento especializado em saúde mental disponível pelo Sistema Único de Saúde em nossa região.

Vale ressaltar que o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial (MNLA) teve início em 1978 com o movimento de trabalhadores da saúde mental (MTSM), propondo discussão sobre o atendimento em torno do hospital, às péssimas condições de trabalho e de tratamento e a privatização da assistência psiquiátrica. Em 1987 o MTSM sinaliza um movimento de discussão da “loucura” para além dos limites assistenciais, ocorrendo a Reforma Psiquiátrica (RP).

Esse movimento teve como objetivo principal a desinstitucionalização dos pacientes de hospitais psiquiátricos, visando a criação de novos dispositivos e tecnologias de tratamento, a fim de tratá-los com respeito e dignidade e reintegrá-los a sociedade, propondo uma atenção à saúde de forma extra-hospitalar (ex: Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), leitos psiquiátricos em hospitais gerais, residências terapêuticas, etc.).

Passados mais de 20 anos de Luta e RP, e até hoje se busca por mobilizações efetiva para inclusão social do paciente com alguma doença mental como cidadão e que este tenha direito a tratamento na rede de atenção à saúde, contando com acompanhamento da família, inclusão na comunidade, lutando pelos direitos, privilegiando o tratamento em serviços de base comunitária.
 
 
 

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