30/01/2017 às 18h42min - Atualizada em 30/01/2017 às 18h42min

Delegado destaca que policial morreu como herói em Mato Grosso

Adriano Alencar / delegado de PJC-MT
Se estivéssemos em país de primeiro mundo, onde a maior parte da população tem nível cultural e educacional condizente com a posição de desenvolvimento constatada, e fosse noticiada a morte de um Policial, e não de “mais um policial” como noticiam em notas pequenas, com certeza teríamos manifestações de apreço da população pela conduta exemplar do policial, que cumpriu o seu juramento de defender a sociedade com a própria vida!

Seriam feitas honras pelos Governos, os superiores se fariam presentes nas primeiras necessidades dos familiares, os direitos dos policiais mortos assegurados (seguro e pensão com paridade e integralidade) para a família que fica sem o amparo físico do pai que deixa seus filhos, os funerais seriam momentos de congratulações pelos serviços prestados e despedida pelos pares que seguem na missão no lugar do Guerreiro que partiu antes, por conta do serviço público policial assumido em prol de quem nunca conhecemos .

Essa inversão de valores suplantada na sociedade brasileira, em sua maior vertente por grupos políticos e de Direitos Humanos parciais, frise-se por conta que não abarcam todos “humanos” atingidos pela pratica do crime, que tiveram êxito nesta glamorização de inversão de valores, que coloca nós policial como responsáveis por atos criminosos decorrentes de escolhas pessoais dos infratores, e notadamente impactadas pela gestão dos Poderes com competência, notadamente União, Estados e Municípios.

Como reverter os valores de uma sociedade que se afastou da família, da religiosidade e do trabalho! Que possui uma cultura rica, todavia elege como parâmetro de adoração o que existe de “falso”, imposto por toda ordem de interesses, que não a verdade para que cada consciência possa pensar e contribuir com seus verdadeiros heróis, que hoje se encontram acovardados diante de uma sociedade que aprendeu a idolatrar toda sorte de imagens lançadas como na alegoria da caverna de Platão.

De minha parte hoje é um dia triste, tendo o irmão Militar de Sinop caído na batalha da defesa da sociedade e contra os criminosos, um silêncio fúnebre se faz no coração dos Policiais, os céus hoje recebem o filho Fábio Zampirão, Policial Militar da honrada força tática de Sinop/MT. O que dizer para a esposa e filhos para confortá-los não tenho palavras neste momento de dor e tristeza, de saber que o anjo alado não esta mais entre nós, nos cabendo ofertar a este HERÓI o Salmo 91 juntamente com seus pares operacionais de Sinop, e sonhar em mudar a realidade dos honrados policiais do meu amado Brasil.

Dr Adriano Alencar é delegado da Polícia Judiciária Civil e chefia a 1ª DP de Barra do Garças 
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