Nesta sexta-feira, 4 de julho, completa 34 dias desde que o macaco-prego Guerreiro foi apreendido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Brasília. A ação gerou grande comoção em Barra do Garças-MT, onde o animal vivia sob os cuidados do médico Luiz Morato.
Guerreiro foi resgatado por Morato após sofrer um acidente grave que resultou na amputação parcial de uma das patas. Desde então, o primata passou a ser tratado como membro da família, recebendo cuidados constantes e ganhando um lar afetivo. O médico já havia iniciado um processo formal de guarda do animal junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) de Mato Grosso, e Guerreiro possuía chip de identificação.
Segundo o Ibama, a apreensão foi motivada por suposta exposição irregular do animal silvestre na rede social, mesmo diante da documentação em andamento. A medida gerou revolta entre moradores e defensores da causa animal, que iniciaram uma campanha nas redes sociais com a hashtag #DevolveGuerreiro, pedindo a devolução do macaco à família que o cuidava.
No dia 27 de junho, o caso ganhou ainda mais visibilidade após o senador Wellington Fagundes (PL-MT) manifestar apoio à campanha. Em discurso no Senado, Fagundes solicitou oficialmente ao Ibama a reavaliação do caso e o retorno do animal a quem o acolheu e tratou.
A campanha continua mobilizando a população local e defensores dos direitos dos animais. Para mais detalhes sobre o caso e atualizações, acompanhe a cobertura completa no site Araguaia Notícia.