Prefeitura alerta que limites do Parque Azul precisam ser revistos para evitar conflitos com bairros da encosta da serra VEJA VÍDEO
08/12/2024
Prefeitura alerta que limites do Parque Azul precisam ser revistos para evitar conflitos com bairros da encosta da serra VEJA VÍDEO
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A prefeitura de Barra do Garças-MT está preocupada com elaboração do Plano de Manejo para o Parque Serra Azul do município porque entende que antes de discutir o plano precisa rever as limitações do parque. Acontece que o parque foi criado em 1994 e antes disso já tinha bairros formados na encosta da Serra Azul.
Dois secretários do município e o procurador da prefeitura estiveram na oficina que trabalha sobre o Plano de Manejo e alertaram que o primeiro passo neste momento é a revisão dos limites do parque.
O secretário Cleber Fabiano disse que o prefeito Dr Adilson defende que os limites do parque sejam corrigidos pois a metragem de sua criação lá em 1994 quando ainda não tinha tecnologia já foi feita de forma equivocada. “Para se fazer um Plano de Manejo eu acredito que o primeiro é a limitação do parque até mesmo para evitar conflitos e transtornos para quem já estava na área antes mesmo do parque ser criado”.
As habitações surgiram na encosta da serra na década de 70 inclusive quando surgiram as primeiras peregrinações de fieis até alto da Serra Azul que possibilitou a construção da imagem do Cristo Redentor em 1984.
O procurador da prefeitura, Herbert Penze, disse que pediu a direção do parque e também a oficina que priorize primeiro as limitações do parque. “Com as limitações equivocadas que foram feitas em 1994 quando o parque foi criado coloca em risco pelo menos 200 construções na encosta da Serra Azul. E o prefeito Dr Adilson está pedindo essa revisão dos limites para corrigir essa distorção”, completou.
A oficina contou com a participação de diversas instituições, como a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Prefeitura de Barra do Garças, o Programa Municipal Produzir, Conservar e Incluir (PCI-BG), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT), a Câmara de Vereadores, o Comitê de Bacias do Alto Araguaia (CBH), a Secretaria de Estado de Saúde, o Roncador Expedições, o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a Força Aérea Brasileira (FAB), o Caminho Real e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA/MT).
Segundo Cristiane Schnepfleitner, gerente do Parque, o atual plano possui 21 anos e já não atende às demandas atuais. “Nós temos um plano de manejo que norteia as ações de gestão do parque, mas ele precisa ser revisado. Esse é o objetivo do trabalho que estamos realizando aqui”, destacou.
A oficina, mediada pela empresa Plantuc, promovida pela SEMA e financiada pelo programa COPAÍBAS, através do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), abordou temas como zoneamento, manejo dos recursos naturais, educação ambiental e turismo sustentável. Estudos técnicos e dados atualizados sobre a fauna e flora da unidade também foram apresentados.
Rita Gracia, professora da UNEMAT e membro do conselho Gestor do Parque, enfatizou a importância da participação acadêmica no processo: “Estamos aqui como instituição convidada e conselheira, apresentando nossa potencialidade e respeitando as especificidades da unidade. Assim, contribuímos com o ensino, a pesquisa e a extensão”. A universidade já havia colaborado na elaboração do primeiro Plano de Manejo, em 2003.
O Parque Estadual Serra Azul faz parte das 47 unidades de conservação geridas pela SEMA em Mato Grosso. De acordo com Fernando Abreu, analista de Meio Ambiente da SEMA, o plano de manejo é fundamental para a organização e funcionamento da unidade. “Esse documento orienta a gestão da unidade de forma geral e, a partir dele, outros programas são estruturados”, explicou. Após a realização da oficina, o documento final será revisado pela SEMA e publicado.
Criado em 1994 pela Lei nº 6.439, o Parque vai além de sua beleza cênica. Para Fernando Pedroni, professor da UFMT, ele guarda segredos valiosos para a conservação da biodiversidade, além de contribuir com os recursos hídricos da região.
A atualização do Plano de Manejo marca um passo significativo para a preservação do Parque Estadual Serra Azul e para o desenvolvimento sustentável da região. Proteger esse patrimônio natural é assegurar seu valor para as gerações atuais e futuras.