01/05/2011 às 17h46min - Atualizada em 01/05/2011 às 17h46min

Inquérito sobre clinicas pode dar improbidade para Wanderlei

Promotor diz que o processo não está mais com ele

Olhar Direto
Reprodução Brant diz que concluiu a sua parte e que inquérito está com outro promotor de improbidade administrativa

O promotor de Justiça, Marcos Brant Gambier Costa, informou que o inquérito civil público aberto por ele para apurar denúncia de favorecimento de pacientes de Barra do Garças em clinicas de luxo em São Paulo, está agora sob responsabilidade de Wesley Lacerda ou Carla Salati, um dos promotores de improbidade administrativa da cidade.

De acordo com a denúncia que chegou ao promotor, a prefeitura bancou o tratamento de três pessoas em clinicas de desintoxicação de drogas em São Paulo. A compra de vagas para tratamento de desintoxicação assinados com as clinicas Nova Aliança e Nova Geração, conforme empenhos nº 000212/2010, no valor de R$ 25 mil, nº 001929/2010, no valor de R$ 13.970,00, nº 003454/2010, no valor de R$ 5 mil, nº 002221/2010, no valor de R$ 4.500,00.

O promotor classificou esse assunto como muito grave e por isso o encaminhou para improbidade administrativa, porque pode resultar até mesmo no afastamento do prefeito de Barra, Wanderlei Farias.

“Eu não estou mais nesse caso mesmo sendo da área da Saúde porque devido a sua gravidade pode resultar em improbidade administrativa, prefiro não comentar mais esse assunto que está agora com outro colega. Fiz a minha parte em levantar a denúncia, repito, porque era na área da Saúde”, informou Brant ao Olhar Direto, durante uma rápida entrevista na delegacia municipal.

Sobre o assunto polêmico, ninguém da prefeitura se manifestou oficialmente. Nem o prefeito, muito menos a secretária de Saúde, Daniela Salum. Esta última foi notificada pelo MPE para apresentar justificativas sobre os contratos.

Quando abriu o inquérito, Brant classificou de contra-senso a prefeitura pagar esses convênios em São Paulo, já que o município dispõe de uma clinica de reabilitação.

A polêmica foi parar na Câmara Municipal, onde a oposição tentou aprovar um requerimento pedindo informações sobre essas internações, entretanto, o pedido foi reprovado pela maioria dos vereadores.


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