18/10/2015 às 10h26min - Atualizada em 18/10/2015 às 10h26min

Sumiço de manicure completa 20 dias e só agora Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico

G1 MT
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A morosidade da Justiça e a demora da Polícia Civil têm deixado a família da manicure Sandra Godoy desanimada. Nesse domingo completa 20 dias do sumiço de Sandra e somente agora a Justiça autorizou a quebra do sigilo telefônico para saber com quem a manicure falou no dia do desaparecimento. 

A família continua suspeitando do ex-marido de Sandra, que segundo parentes era violento e estava revoltado com a separação, todavia ele nega envolvimento no sumiço da manicure. Familiares reclamam que mesmo com as evidências, a polícia não pediu a prisão do ex.

A Polícia Civil de Canarana e Ribeirão Cascalheira trabalham com a hipótese de que Sandra pode estar viva e sendo mantida em cárcere privado, então como explicar a demora para conseguir quebra de sigilo telefônico. 

Sandra Godoy falou pela última vez com a família no dia 28/09 e disse que estava indo para Ribeirão Cascalheira receber uma conta. Na semana passada, a Polícia Civil afirmou que ela foi vista pela última vez em Canarana.

Segundo o chefe de investigações Valdevino Vital, a Polícia Civil está esperando receber das operadoras de telefonia os dados da manicure. “Esperamos com esses dados verificar como foi o trajeto dela, quais foram os contatos, com quem ela conversou etc.”, explicou. O chefe de operações ainda contou que esses dados devem ser disponibilizados às investigações até a próxima semana.

Ainda de acordo com ele, a Polícia trabalha com a possibilidade de Sandra Godoy estar viva. “Até agora nossa linha de investigação é de desaparecimento. Pode ser que ela esteja em cárcere privado, por exemplo. Não podemos descartar essas opções”, afirmou.

O caso

Moradora de Barra do Garças, a manicure Sandra Godoy fez contato com a família pela última vez no dia 28 de setembro. Na ocasião, ela estava em viagem e teria conversado com filha, de 12 anos, informando que estava bem.

Dois irmãos da manicure chegaram a se deslocar para Ribeirão Cascalheira a fim de procurá-la.

No município, comerciantes e um amigo da família contaram não ter visto Sandra.

De acordo com a irmã Letícia Godoy, Sandra teria viajado para Ribeirão Cascalheira para receber uma dívida. A delegada da Polícia Civil Luciana Batista Canaverde afirmou, porém, que ela foi vista em Canarana, versão confirmada pelo ex-namorada, que confessou ter estado com Sandra.

“Imaginamos que alguém tenha feito uma armadilha para ela. Minha irmã jamais ficaria tanto tempo sem manter contato, até porque morava só ela e a filha e ela se preocupava muito com a filha. Ela não desgrudava do celular”, relatou Letícia.
 


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