05/10/2015 às 17h45min - Atualizada em 05/10/2015 às 17h45min

Invasores de terra que contavam com segurança armada são presos

Agência da Notícia
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Seis pessoas foram presas por crimes de invasão de terras, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo, dano qualificado e furto qualificado. A operação "Desarme" foi realizada na sexta-feira (02.10), em uma fazenda no município de Vila Rica, pela Polícia Judiciária Civil. Entre os presos estão três policiais militares da reserva, que davam proteção armada aos invasores.

O delegado Gutemberg de Lucena disse que uma denúncia desencadeiou a operação. Conforme Lucena, 40 pessoas invadiram a propriedade rural arrendada para criação de gado, forçando o arrendatário a retirar o gado do local e estavam causando danos e subtraindo bens da propriedade, dentre estes um trator.

"Pelas informações duas pessoas do estado de Goiás arregimentaram pessoas de Goiás e na cidade de Confresa para promover a invasão no intuito de tomar posse da Fazenda Agropol, expulsando o arrendatário e contavam com o apoio dos policiais militares da reserva que, armados, faziam uma espécie de segurança contra eventual reação dos reais proprietários da terra", disse.

A denúncia foi averiguada pela equipe da Polícia Civil de Vila Rica, comandada pelo delegado Gutemberg de Lucena, com apoio da Delegacia de Polícia de Confresa, comandada pelo delegado André Rigonato e apoio da Força Tática da Polícia Militar

Na fazenda, os policiais se depararam com os posseiros e os militares da reserva fazendo a proteção da área. Foram encontradas duas espingardas, calibre 32 e munições, além de um revólver calibre 38, na posse de um dos militares.

"A ação ocorreu sem violência e os posseiros foram orientados a procurar seus direitos pela via judicial, tendo alguns deles permanecido acampados próximos a fazenda", declarou o delegado.

Os presos foram autuados na delegacia de Polícia de Vila Rica e os policiais militares da reserva encontram-se presos na Companhia da Polícia Militar de Vila Rica.

As investigações prosseguem. A Polícia Civil ainda irá ouvir os responsáveis por arregimentar os posseiros e contratar os militares da reserva para invadir a propriedade rural. 


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