Uma excursão de empresários e funcionários de públicos do estado de Minas Gerais, que passava pelo município de Barra do Garças na sexta-feira (12/09), foi abordada e teve apreendido mais de 300 quilos de pescado e artesanatos indígenas que são proibidos a comercialização.
O ônibus de luxo estava na região do rio 7 de Setembro, em Canarana, já dentro da bacia do Xingu, um dos lugares mais cobiçados pelos pescadores pela variedade e tamanho dos peixes. Todavia existe uma legislação que estipula uma cota de 10 quilos e um exemplar para cada pescador, que segundo Ibama e Sema, foi ultrpassada.
A comitiva tentou argumentar que foi mal orientados pelos donos da pousada onde estiveram hospedados, mas não adiantou e viram o pescado ser apreendido e doado a instituições de caridade na tarde de sexta-feira.
Alguns integrantes da excursão ficaram chateados e disseram que não voltam mais para pescar na região do Araguaia e citaram que estiveram no Pantanal e não houve tanto rigor. Já outros mais conscientes admitiram o erro e atribuíram a falta de orientação dos donos de pousadas.
O diretor do Ibama de Barra do Garças Leandro explicou que artesanatos indígenas que usam penas ou apetrechos de animais silvestres não pode ser comercializados. E com relação ao pescado apreendido, ele ressaltou que a legislação da pesca em MT está disponível na internet para evitar situações como esta e ressaltou que existem pousadas até mesmo clandestinas que oferecem facilidades na pesca que causam situação como esta.