20/07/2015 às 18h15min - Atualizada em 20/07/2015 às 18h15min

Acusado estava escondido em MG e diz que não se lembra de ter esfaqueado vítima

Ronaldo Couto
Araguaia Notícia Jefinho no Cacerense e o suspeito Matheus

O adolescente Matheus Oliveira de Almeida, 18 anos, que estava foragido há 105 dias e se entregou segunda-feira (20/07) em Barra do Garças, contou que estava escondido numa fazenda em Minas Gerais e que não se recorda de ter esfaqueado o jogador Jeferson Oliveira da Silva, 25 anos, o Jefinho, atacado na saída da boate Saloon no dia 05/04.

A vítima levou cinco facadas e uma pedrada e morreu a caminho do hospital. Matheus, que se apresentou acompanhado de advogados e do pai Jaci Almeida, alegou que não se lembra da briga fora da boate porque estava tonto após levar um murro e deu detalhes somente da confusão ainda dentro da boate.

O delegado Renato Ribeiro, que fez a oitiva do acusado, tentou refrescar a memória de Matheus e mostrou um vídeo gravado por populares da briga fora da boate em que aparece Matheus e amigos atacando a vítima.

“Eu perguntei se o rapaz de camisa listrada de vermelho e preto era ele e ele disse que sim; e se era ele esfaqueando a vítima, ele ficou calado”, conta o delegado.

Matheus deu a versão que dentro da boate teria sido provocado pela vítima e um rapaz conhecido como Corujinha. O acusado diz que quando virou as costas levou um murro e na saída da boate teria sido novamente agredido por Jefinho e Corujinha.

Porém, negou que tenha chamado o Popó para revidar a agressão sofrida. Matheus também não revelou de quem é a fazenda onde ele ficou escondido. O delegado explicou que a rixa seria entre Matheus e Corujinha e teve início durante um pagode, uma semana antes do assassinato de Jefinho, que saiu em defesa do amigo na boate. 

Mas para polícia, Matheus cometeu o crime dando várias facadas na vítima e Popó também. A polícia apura a participação de uma terceira pessoa que arremessou uma pedra que atingiu o jogador na cabeça.

Após ser ouvido, Matheus foi levado para cadeia onde cumprirá uma temporária de 30 dias. E a partir de agora, a polícia trabalha para concluir o inquérito e transformar a temporária em preventiva.

O pai de Matheus aproveitou a presença da imprensa para pedir perdão à família de Jefinho e comentou que são duas famílias sofrendo neste momento.

 


 


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