03/07/2015 às 16h26min - Atualizada em 03/07/2015 às 16h26min

Justiça condena homem que matou historiador a 27 anos de prisão

Gazeta Digital
Água Boa News

A Justiça condenou o serviços gerais João Batista Alves dos Santos, 22, a pena de 27 anos e 2 meses de prisão no regime fechado pelo crime de latrocínio relativo à morte do historiador Cláudio Quoos Conte, 51, que era servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) e ex-superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Mato Grosso (Iphan-MT). O servidor público foi assassinado no dia 24 de março de 2014 e seu foi encontrado nu e degolado dentro de sua casa no município de Canarana. A sentença é do juiz Alexandre Meinberg Ceroy, da 2ª Vara Criminal de Canarana.

João Batista está preso desde o dia 5 de junho do ano passado quando foi preso pela Polícia Civil no estado de Goiás. Ele confessou na delegacia ter matado o servidor com um golpe de faca, mas negou o ter roubado qualquer bem da vítima. Disse que conheceu Cláudio e que ele lhe prometeu arrumar um serviço. Narrou que na data do crime foi até a residência da vítima, onde o servidor tentou lhe agarrar por trás, o que motivou o golpe de faca que causou as lesões e morte. Confirmou que pegou o veículo da vítima, narrando que a carteira dela encontrava-se no porta-luvas do veículo. Afirmou que pegou o carro com a única intenção de ir embora.

No entanto, o Ministério Público afirma na denúncia que o crime de latrício foi consumado e o juiz do caso assim entendeu. “Pois bem. Conforme dantes já elucubrado, entendemos que a materialidade do delito patrimonial encontra-se plenamente demonstrada, já que os bens subtraídos da vítima saíram de sua esfera de detenção e sequer foram recuperados pelas autoridades de persecução penal”, consta na decisão do dia 24 de junho deste ano.

A vítima era homossexual e existia a suspeita de que tivesse mantido relações sexuais com o suspeito antes de ser morta. Quando Cláudio foi encontrado nu e degolado sobre a cama, a casa estava fechada e sem sinais de arrombamento sugerindo que o crime foi praticado por alguém com acesso livre ao imóvel que após matar o servidor trancou a porta e fugiu.

A pedido da defesa foi realizado testes de de DNA no sêmen encontrado numa camisinha e nos pedaços de papel higiênicos recolhidos no local o crime. No entanto, os laudos não comprovaram a existência de relações sexuais entre o acusado e a vítima. Para o Ministério Público, o resultado na amostra dos m vemos que tal situação em nada altera a dinâmica do delito ou mesmo influi, de qualquer maneira, na conclusão deste juízo. Cabe recurso contra a condenação, mas o juiz negou ao assassino confesso o direito de recorrer em liberdade. O magistrado ainda condenou o réu ao pagamento das custas e despesas processuais.

Entenda o caso - A vítima foi morta a facadas dentro de sua casa e teve o corpo localizado pela Polícia no dia 25 de março. Estava nu, degolado e deitado de bruços em cima da cama. O veículo dele, um Pálio de 2 portas, de cor prata, placa APB -4821, de Cuiabá, também foi levado, motivo pelo qual a primeira hipótese que começou a ser investigada era o crime de latrocínio. A faca usada no crime estava dentro do quarto e foi enviada para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). À época, a delegada Karla Cristina Ferraz disse que ele foi morto com um único golpe no pescoço.


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