O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma ação cível pública de improbidade administrativa supostamente cometido pelo vereador de Barra do Garças Júlio César Gomes dos Santos (PSDB) por pagamento indevido quando era presidente da Câmara Municipal de Barra do Garças em 2012.
A ação foi protocolada na quinta-feira (28/5) pelo MPE junto a Segunda Vara Cível de Barra do Garças em que cita Júlio num processo que apura crime de improbidade cometido em 2012 quando ele era presidente da Câmara Municipal e teria pago indevidamente a ex-servidora Poliana Assunção Ferreira, que era advogada da Câmara, mas segundo informação, não teria trabalhado no período de agosto a dezembro de 2012.
Uma comissão da Câmara Municipal apurou essa situação em 2013 e exonerou Poliana do cargo e encaminhou documentos ao Ministério Público.
A ação civil pública com número 4963-37.2015.811.0014 sugere a devolução dos salários recebidos indevidamente e a condenação da ex-servidora e do ex-presidente Júlio César por improbidade administrativa. Caso isso venha acontecer o vereador pode ficar inelegível.
Outro lado
O vereador Julio César, que faz oposição ao prefeito Beto Farias (PSD), ressalta que está tranquilo quanto à ação. Afirma que o MP está cumprindo o seu papel de órgão investigador, contudo, aponta perseguição política, pois existe documentação assinada por oito dos 10 vereadores da legislatura passada, que comprova a frequência diária da advogada no Parlamento.
"A Câmara realizou concurso público, ela foi aprovada, empossada e cumpria a função dentro da legalidade, inclusive, com parecer da OAB. Vejo esta ação com naturalidade, no entanto, com conotação política pelas denúncias que tenho feito e que fere os interesses de determinado grupo político".