02/02/2012 às 17h47min - Atualizada em 02/02/2012 às 17h47min

Dois ex-prefeitos em Mato Grosso permanecem presos

Olhar Direto
Ronaldo Couto

É comum ouvir-se nas ruas que político não vai para a cadeia. Mas essa realidade está mudando em Mato Grosso. Na região do Araguaia, dois ex-prefeitos estão presos na penitenciária de segurança máxima em Água Boa, a 780 km de Cuiabá.

São eles: Esdras Fernandes, acusado de mandar matar o prefeito José Frederico, de Nova Xavantina; e Joaquim Mathias Valadão, o Bananeiro, que administrou Campinápolis de 2001 a 2004, preso sob a acusação de apropriação indébita de recursos públicos.

Bananeiro, que está preso desde o dia 5 de março de 2011, nega o crime de improbidade administrativa e afirma que foi envolvido no escândalo por seu secretário, que estaria com raiva dele e queria prejudicá-lo.

O ex-prefeito de Campinápolis chegou a mandar uma carta à imprensa citando nomes de alguns acusados, porém não assinou o documento. Hoje ele está preso na penitenciária de Água Boa e aguarda uma decisão da Justiça.

Bananeiro alega ser uma pessoa sem recursos financeiros para pagar advogado e por isso não conseguiu sair da cadeia. De acordo com denúncia, ele teria desviado recursos do Fundef destinados ao transporte escolar da cidade.

A situação de Esdras é mais complicada. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato do prefeito José Frederico executado com quinze tiros. Esdras era vice e chegou a assumir o cargo de prefeito, porém depois foi preso e posteriormente apontado como mandante do crime.

Um dos motivos seria passional, por suspeita de envolvimento de Frederico com a esposa de Esdras; e outro, seria por causa da disputa pelo poder de Nova Xavantina.

Esdras ficou um tempo preso e depois fugiu. Ele foi recapturado em julho do ano passado na cidade de Mara Rosa-GO. O ex-prefeito cumpre pena de 12 anos por homicídio qualificado e premeditado e, recentemente, foi condenado a mais quatro anos por corrupção ativa pelo juiz Gleidson de Oliveira Grisoste Barbosa.

Esdras é acusado de oferecer vantagem financeira para evitar a sua cassação junto aos vereadores através de interlocutores. 


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