Após um ano de batalha judicial, macaco-prego amputado Guerreiro é entregue ao seu tutor de Barra do Garças
Animal conhecido como “Guerreiro” havia sido recolhido pelo Ibama e permaneceu no Cetas, em Brasília; médico Luiz Morato comemorou o reencontro neste fim de semana
Depois de aproximadamente um ano afastado de seu tutor e de uma longa disputa judicial, o macaco-prego conhecido como Guerreiro voltou para os cuidados do médico Luiz Morato, de Barra do Garças (MT).
Neste fim de semana, Morato publicou imagens ao lado do animal, celebrando o reencontro depois de meses de luta para conseguir sua devolução.
O caso ganhou repercussão em Barra do Garças após Guerreiro ser recolhido pelo Ibama e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Brasília.
Segundo o histórico apresentado pelo tutor, o macaco havia sido encontrado em situação debilitada às margens de um rio, com uma das patas gravemente ferida. O animal foi resgatado, recebeu atendimento veterinário e, devido à gravidade da lesão, precisou passar pela amputação de um dos membros.
Após o tratamento, Guerreiro permaneceu sob os cuidados de Luiz Morato, que buscava regularizar a situação do animal perante os órgãos ambientais.
Posteriormente, durante uma ação realizada pelo Ibama no apartamento do médico, o macaco foi recolhido. Morato contestou a medida na Justiça, argumentando, entre outros pontos, que Guerreiro possuía uma condição física permanente que dificultaria sua sobrevivência caso fosse simplesmente reinserido na natureza.
A discussão judicial se estendeu por aproximadamente um ano. De acordo com informações apresentadas pelo tutor, a Justiça Federal decidiu que, diante das particularidades do caso e das condições do animal, Guerreiro poderia retornar aos seus cuidados.
A decisão teria sido proferida há cerca de um mês e, posteriormente, houve nova intervenção judicial para garantir seu cumprimento e a efetiva entrega do animal.
O reencontro finalmente aconteceu nesta semana. Na sexta-feira, Luiz Morato publicou imagens ao lado de Guerreiro, mostrando que o companheiro estava novamente em casa.
A história chama atenção pela persistência do médico, que durante todo esse período manteve a luta para recuperar a guarda do animal que havia resgatado e ajudado a sobreviver.
Depois de um ano de espera, Guerreiro está novamente ao lado de quem cuidou dele desde o resgate.
O site Araguaia Notícia vai buscar mais informações sobre a decisão judicial e sobre as condições estabelecidas para a permanência do macaco-prego com o tutor.
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