Polícia Civil investiga invasão de propriedade rural em Barra do Garças por 2 homens em 'busca' de celular

Um dos investigados é militar estadual e as vítimas relatam desaparecimento de celulares, documentos e até dinheiro

Por site Araguaia Notícia

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, cumpriu na quarta-feira (24/6) mandado judicial de busca e apreensão no curso de um inquérito que apura fatos relatados por moradores de uma propriedade rural do município.

A investigação foi aberta após registro de boletim de ocorrência e depoimentos de vítimas e testemunhas. Segundo os relatos apresentados à Polícia Civil, um servidor militar estadual, que estaria fora de serviço no momento dos fatos e vinculado a uma unidade especializada sediada em Barra do Garças, teria ingressado no imóvel particular acompanhado de outro homem, sem autorização dos moradores e sem apresentar ordem judicial.

Conforme as declarações colhidas, os envolvidos teriam ido ao local em busca de um aparelho celular supostamente pertencente a uma terceira pessoa. Durante a permanência na residência, segundo os moradores, teriam sido feitas buscas em cômodos da casa. Ainda de acordo com os relatos, algumas pessoas teriam sido retiradas dos quartos onde estavam, inclusive familiares que dormiam no momento da ocorrência.

Os depoimentos também apontam que uma das pessoas presentes teria passado mal e desmaiado durante o episódio. Os moradores ainda relataram o desaparecimento de aparelhos celulares, documentos particulares relacionados a imóveis e determinada quantia em dinheiro. Também foram comunicadas supostas ameaças após os fatos.

Diante das informações reunidas no inquérito, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela adoção de medidas cautelares para aprofundar a investigação. Após análise, o Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças deferiu parcialmente os pedidos, autorizando o cumprimento do mandado judicial realizado nesta data.

A Polícia Civil informou que o principal investigado alvo da medida não foi localizado durante o cumprimento da ordem judicial. Por esse motivo, novas providências investigativas foram adotadas.

O inquérito segue em andamento, com oitivas, análises técnicas e outras diligências necessárias para esclarecer completamente os fatos.

A instituição reforçou que a investigação ainda está em fase de instrução e que todas as medidas são realizadas com base na Constituição Federal, na legislação processual penal e nas decisões judiciais do caso. A Polícia Civil também destacou que as diligências têm como finalidade a busca da verdade dos fatos, sem antecipação de responsabilidade penal, administrativa, civil ou disciplinar em relação aos investigados ou demais pessoas citadas no procedimento.


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