Idosa de 82 anos morre após ser atropelada por motociclista sem habilitação em Barra do Garças

Por site Araguaia Notícia

A aposentada Ermelinda Maria Teixeira Rosti, de 82 anos, morreu após ser atropelada por volta do meio-dia de sábado (16/5), na avenida Salomé José Rodrigues, em Barra do Garças. Segundo informações iniciais da Polícia Civil, a idosa foi atingida por uma motocicleta conduzida por um homem sem habilitação.

De acordo com o delegado Adriano Alencar, a Polícia Civil trabalha na busca de imagens do acidente e de novas informações que possam ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência. O motociclista e testemunhas deverão ser ouvidos no decorrer das investigações.

A família da vítima informou que algumas informações registradas inicialmente na ocorrência apresentam divergências em relação ao que foi apurado pelos próprios familiares. Um dos pontos questionados é sobre o trajeto feito pela aposentada no momento do acidente.

Segundo a família, Dona Ermelinda não seguia em direção ao centro da cidade, como chegou a ser informado inicialmente. Conforme os parentes, ela retornava para casa após realizar compras no comércio local, inclusive com produtos já encaminhados para entrega em sua residência.

Dona Ermelinda era mãe de Rosimary, esposa de Luiz Carlos, proprietários da lanchonete Suqueria Rosti’s Food, localizada no Mercado Popular de Barra do Garças. A família ficou bastante conhecida na cidade pelo trabalho com trailer de batata recheada nas feiras e eventos da região.

Natural de Dracena, no interior de São Paulo, Dona Ermelinda veio morar em Barra do Garças entre os anos de 2019 e 2020 para ficar próxima da família. Ela também era avó da jornalista Giovanna Rosti, formada em Barra do Garças.

Em nota encaminhada à imprensa, a família informou estar profundamente abalada com a tragédia e pediu que o caso seja tratado com responsabilidade, respeito e transparência. Os familiares destacaram que Dona Ermelinda era uma mulher muito querida e mantinha uma relação de grande afeto e proximidade com todos à sua volta.

A família também afirmou que, até o momento, ainda não teve acesso a imagens de câmeras de segurança, depoimentos formais de testemunhas ou informações detalhadas sobre a dinâmica do acidente e os procedimentos adotados após a ocorrência. Segundo os parentes, também não há clareza sobre quais órgãos atuaram efetivamente no local e quais medidas investigativas foram tomadas posteriormente.

Outro ponto levantado pela família é a preocupação com a condução inicial do caso. Conforme relatado, existem questionamentos sobre a ausência de procedimentos considerados fundamentais para o esclarecimento da ocorrência, como perícia adequada, preservação de provas e coleta formal de testemunhos.

Ainda segundo os familiares, após cinco dias do atropelamento, eles não haviam sido procurados pelos órgãos responsáveis pela investigação, nem pelo condutor da motocicleta ou representantes dele. A família informou que buscou a delegacia em busca de informações, mas saiu do local com sentimento de insegurança diante da falta de elementos concretos sobre o andamento da apuração.

Os parentes reforçaram a necessidade de uma investigação técnica, criteriosa e transparente, para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos dentro do que determina a lei.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

 


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