A prefeitura de Araguaiana informou, por meio de nota na quarta-feira (15/4), que já tinha tomado medidas para apuração de possível irregularidade em evento esportivo realizado na cidade em novembro do ano passado.
E que o então secretário municipal de Esportes foi exonerado do cargo no dia 3 de março de 2026, tão logo o prefeito José Marra tomou conhecimento de possíveis irregularidades na competição denominada Circuito Araguaiano de Areia que deu origem ao nome da operação Areia Movediça.
A decisão foi formalizada pela Portaria nº 57/2026, assinada pelo prefeito José Marra Nery, confirmando a saída do gestor da pasta. Na mesma ocasião, a administração municipal determinou a abertura de uma sindicância interna para apurar os fatos.
Segundo a assessoria de comunicação, a gestão do prefeito José Marra não compactua com práticas ilegais, reafirmou o compromisso com a transparência e informou que está colaborando com as autoridades competentes.
A Operação Areia Movediça, cumpriu 10 ordens judiciais nas cidades de Araguaiana, Pontal do Araguaia e Água Boa, sendo cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e cinco de quebra de sigilo telemático, autorizados pelo Juízo das Garantias da Comarca de Barra do Garças com referência a esse evento esportivo de Araguaiana.
As investigações apuram indícios de fraudes em procedimento licitatório e na execução de contrato administrativo ligado ao Pregão Presencial nº 09/2025, que resultou na contratação de empresa para a realização do evento esportivo.
De acordo com a Polícia Civil, há suspeitas de fraude ao caráter competitivo da licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso. Entre os indícios apontados estão a simulação de pesquisa de preços, utilização de orçamentos sem autorização dos supostos emitentes e semelhanças entre documentos apresentados por empresas concorrentes.
Também são investigados possíveis indícios de direcionamento do certame, com suposto ajuste prévio entre participantes, além de inconsistências na cronologia do processo, sugerindo que serviços e materiais já estariam disponíveis antes mesmo da conclusão formal da licitação.
Outro ponto sob análise é a suspeita de sobrepreço em itens como materiais esportivos, camisetas e troféus, além de divergências na execução financeira do contrato, especialmente em relação aos valores destinados à premiação do evento.
O inquérito teve início após o registro de ocorrência apontando inconsistências no processo licitatório. A Polícia Civil segue com diligências, perícias e análise de documentos para esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades criminais.