Governo sanciona lei de Dr. Eugênio que obriga uso de colete balístico flutuante por policiais em operações sobre a água

Legislação é inédita no Brasil e rememora o afogamento de dois policiais em 2024, durante fiscalização ambiental no Rio das Mortes

Por Araguaia Noticia

Governo sanciona lei de Dr. Eugênio que obriga uso de colete balístico flutuante por policiais em operações
Foto: ALMT

O Governo de Mato Grosso sancionou, nesta quinta-feira (9), a Lei nº 13.266, que obriga o uso de colete balístico com flutuabilidade positiva por policiais militares e civis durante operações em rios, lagos e lagoas no estado. De autoria do deputado estadual Dr. Eugênio, o dispositivo legal rememora o afogamento de dois policiais, em 2024, durante uma fiscalização ambiental no Rio das Mortes, no município de Novo Santo Antônio (MT).

A nova lei impacta operações policiais em todo o estado, promovendo maior segurança no trabalho de fiscalização ambiental em cursos hídricos. Em vigor desde a última quinta-feira, a norma estabelece que os agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil, em missão sobre a água, devem utilizar obrigatoriamente colete balístico flutuante, conforme as especificações contidas na Portaria nº 023-EME, de 12 de fevereiro de 2020. O equipamento de proteção individual (EPI) deve ter capacidade de manter o corpo flutuando na superfície da água.

A norma é inédita entre os estados brasileiros. No âmbito federal e em alguns estados, há discussões sobre o tema, mas ainda não existe lei que obrigue especificamente o uso de colete balístico flutuante nos moldes do texto proposto por Dr. Eugênio.

Para o parlamentar, a lei trata de um ponto de grande debate público que é a integridade da saúde dos agentes da segurança. Segundo ele, a exigência do equipamento pode salvar vidas.

“Fico feliz que a Assembleia Legislativa e o Governo tenham compreendido a necessidade da norma, que vai impactar diretamente na qualidade do trabalho dos policiais. É uma lei para evitar tragédias e dar mais tranquilidade às famílias dos nossos agentes”, destacou.

Se, à época, o uso do EPI já fosse obrigatório, a medida possivelmente poderia ter evitado a morte de dois policiais militares que se afogaram em Novo Santo Antônio, durante fiscalização ambiental no Rio das Mortes.

O sargento Helidiony Barbosa e o soldado Jaderson Nunes Teixeira estavam acompanhados do servidor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Johann Dávila Barros Cavalcante, quando a embarcação utilizada na operação naufragou. Johann conseguiu nadar até a margem e se salvou, enquanto os dois militares desapareceram na água. Os corpos foram encontrados nos dias seguintes.

“O caso dos militares Helidiony e Jaderson gerou grande comoção, pois evidencia que, por vezes, a segurança pública falha na proteção do próprio policial. Precisamos garantir condições dignas de trabalho, fornecer os EPIs necessários e reforçar a conscientização e fiscalização sobre o uso desses equipamentos, para que a segurança continue sendo prestada à população sem colocar em risco a vida dos nossos agentes”, defendeu o deputado.


FONTE: Kayc Alves / Assessoria
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