O Imea, instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, divulgou esta semana um boletim sobre a situação da colheita da soja no estado. Em oito cidades, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Mutum, Ipiranga do Norte, Nova Ubiratã, Vera, Sapezal e Campos de Júlio, as colheitadeiras já concluíram os trabalhos.
A região Norte Araguaia é a mais atrasada, com 89,2% da colheita finalizada. Em Água Boa, o número é ainda menor, segundo Luiz Omar, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos, até agora 85% do grão plantado foi colhido. "Plantamos 150 mil hectares de soja, creio que nas próximas semanas, o tempo ajudando, vamos conseguir concluir", comentou Omar, reforçando que a produtividade na reta final deve alcançar as 52 sacas.
As regiões Médio-Norte e Oeste de Mato Grosso são as mais avançadas, com 99,6% de suas respectivas áreas colhidas, o Centro Sul marcou esta semana 98,3%, a sudeste 98,6%, Norte chegou a 98% e o Noroeste marcou 97%. A colheita atrasou na reta final, principalmente devido as chuvas do mês de março, que impediram, por vários dias, o avanço do maquinário sobre as plantações.
Outra preocupação é com o preço da saca na moeda americana, avaliada esta semana na casa dos 17 dólares, o que para muitos produtores não cobriria o custo de produção. Para isso, o preço precisava subir para o mínimo de 20 dólares, como no ano passado. O preço baixo tem feito muitos agricultores procurarem armazéns para estocar os grãos.