25/01/2012 às 13h07min - Atualizada em 25/01/2012 às 13h07min

Na luta pela terra, barracos de posseiros são queimados em Confresa

Agencia da Noticia
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A região norte do Araguaia ainda se depara com brigas judiciais e conflitos envolvendo posses de terras. Um dos maiores problemas se passa no município de Confresa, a aproximadamente 1.200 quilômetros de Cuiabá. Posseiros são acusados de invadir a Reserva Indígena Urubu Branco, dos índios Tapirapé e, por outro lado, na condição de colonos, alegam possuir um documento de medida cautelar que tem por finalidade assegura e resguardar as propriedades.

Nessa semana, posseiros acusaram os agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) de destruir e atear fogo em 48 barracos nas regiões invadidas. O impasse se transformou em um verdadeiro barril de pólvora. Na confusão, a Polícia alega que nada pode se fazer por se tratar de terras protegidas pelo Governo Federal.

As brigas envolvendo terras na região nordeste de Mato Grosso é histórica. Os documentos em poder dos posseiros tem origem duvidosa. Muito sangue já foi derramado entre índios e brancos, em tempos onde se discute princípios e distribuição agrária, a cidade de Confresa ainda passa por situações conflituosas nesse sentido. Um dos casos aconteceu em 2009, quando quatro índios Tapirapé e quatro funcionários da Funai teriam sido vítimas de uma emboscada.

O problema, segundo os posseiros, tem origem em uma série de erros na demarcação da terra indígena. Em 1994 o Ministério da Justiça editou uma portaria reconhecendo 177 mil hectares de terras nos municípios de Confresa, Porto Alegre do Norte e Santa Terezinha como Área Indígena do Urubu Branco, da Comunidade de Tapirapés. Em 1996 surgiu um novo decreto decretando a área em 157 hectares.

Em 2001, o decreto foi retificado e a área passou para 167 mil hectares, mas as coordenadas na medição acabaram sendo de 184 mil hectares, atingindo os produtores rurais da fazenda Porto Velho. Hoje funcionários da FUNAI estão dentro dos 17 mil hectares excedentes fazendo ameaças físicas e psicológicas, provocando situações de violência e medo, conforme denuncias dos trabalhadores.


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