Uma cena de extrema violência chocou os moradores de Baliza (GO), cidade localizada na divisa com Mato Grosso, na noite de domingo (9/11). A moradora R.B.S., de 52 anos, foi brutalmente agredida por duas mulheres e três homens após o vazamento de uma sequência de áudios enviados por ela em grupos de WhatsApp.
De acordo com familiares, a vítima, que é evangélica, enfrenta problemas com alcoolismo e, em um momento de embriaguez, teria feito comentários ofensivos sobre algumas pessoas da cidade que são da prefeitura. “Minha irmã mandou uns áudios falando mal de alguns conhecidos, mas jamais imaginei que fariam uma barbaridade dessas com ela”, desabafou uma das irmãs, que pediu para não ser identificada por medo de represálias.
A vítima estava dormindo na casa de outra irmã quando o grupo de agressores invadiu a residência e iniciou o espancamento, deixando-a desnorteada, ensanguentada e sem roupas. Vídeos e fotos do ataque foram divulgados nas redes sociais, aumentando ainda mais a humilhação da mulher.
Uma das agressoras identificadas era funcionária da Prefeitura de Baliza. Diante da grande repercussão do caso, o prefeito Neguinho da Areia determinou a demissão imediata da servidora e a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar responsabilidades.
“A cidade está em choque com tamanha crueldade. Minha irmã sempre foi muito querida por todos, ninguém merecia passar por isso”, lamentou a irmã da vítima.
O delegado Fábio Marques, responsável pela investigação, informou que a Polícia Civil já ouviu a vítima e que uma das agressoras — a ex-servidora municipal — já foi formalmente identificada e está sendo procurada. Os demais envolvidos também estão sendo rastreados.
“Esse tipo de atitude é crime. Todos os envolvidos serão indiciados. Caso alguém se sinta ofendido por palavras ou áudios, o caminho correto é procurar a Justiça, jamais recorrer à violência”, destacou o delegado.
A população de Baliza segue abalada e indignada com o episódio, que gerou forte comoção e pedidos de justiça nas redes sociais.