Max Russi vê abuso do Ibama e pede liberdade ao macaco PCD Guerreiro

O animalzinho tem pata amputada e não tem como ser reintegrado a natureza e nem ao zoológico e corre risco de ser encaminhado a pesquisa ou sacrifício

Por Araguaia Notícia-

Max Russi vê abuso do Ibama e pede liberdade ao macaco PCD Guerreiro
Max quer informações urgentes do macaco e pede que o animal seja entregue ao tutor

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, enviou na sexta-feira (15/8) um ofício à Direção Nacional e Estadual do Ibama, ao escritório regional de Barra do Garças e ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Brasília, pedindo informações e providências sobre a situação do macaquinho-prego “Guerreiro”, que foi apreendido em Barra do Garças-MT.

O animal da espécie Sapajus libidinosus, que possui deficiência física — amputação de uma das patas —, está apreendido no Cetas/DF há 76 dias. Segundo informações recebidas pelo parlamentar, existe risco de que ele seja destinado a pesquisas laboratoriais ou até mesmo submetido à eutanásia, o que tem gerado grande comoção em Barra do Garças e em todo o Estado.

O macaquinho foi encontrado ainda filhote e gravemente ferido, sendo salvo pelo médico cirurgião Dr. Luiz Morato, que deu início a um processo de adoção junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). O animal chegou a ser identificado com chip, mas, antes da conclusão do processo, o Ibama realizou a apreensão, considerada pela comunidade local como arbitrária e desproporcional.

Max Russi destacou ainda que a retirada do animal causou sofrimento a uma criança de apenas 8 anos, que convivia diariamente com “Guerreiro” e o considerava parte da família.

No ofício, o deputado solicita ao Ibama:

Explicações sobre o motivo da apreensão e a fundamentação legal utilizada;

Informações sobre a real possibilidade de encaminhamento para pesquisa ou eutanásia;

Avaliação urgente para permitir o retorno do primata ao tutor, preservando seu bem-estar e o vínculo afetivo já existente.

O parlamentar afirmou esperar uma resposta rápida para evitar prejuízos irreversíveis à vida e à saúde do animal.


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