A Justiça determinou que o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, suspeito da morte do advogado Renato Gomes Nery, cumpra prisão temporária em uma escola de formação, em Cuiabá. A decisão foi assinada pela juíza Silvana Ferrer Arruda, no sábado (8).
Heron é um dos cinco policiais alvos da Operação Office Crimes, que investiga o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto a tiros quando chegava para trabalhar em seu escritório em julho do ano passado.
O sargento se entregou à polícia na última sexta-feira (7) e passou por audiência de custódia. Além dos militares, um caseiro, que foi apontado como executor do crime, também foi preso.
Renato foi baleado quando chegava no escritório dele, em julho de 2024. Segundo a Polícia Civil, o atirador já estava esperando pelo advogado e, após atirar, fugiu do local em uma moto.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que Renato caminha até a porta do escritório, é atingido pelos disparos e cai no chão.
O delegado Bruno Abreu Magalhães disse que a perícia colheu informações no escritório da vítima e analisou imagens para tentar identificar o atirador. O celular de Renato também foi apreendido.
"É um caso de execução. Esse executor já estava esperando a vítima. Ele [advogado] sai do carro e quando chega próximo ao escritório é atingido", disse o delegado.
O advogado morreu um dia após ser baleado. O corpo dele foi sepultado em Cuiabá, na manhã do dia 7 de julho. Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens.
Ele foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e conselheiro Federal da OAB, na gestão 1989 – 1991.