17/01/2012 às 16h31min - Atualizada em 17/01/2012 às 16h31min

8 ex-prefeitos podem ter bens bloqueados

Agua Boa News
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Com a decisão de tornar indisponível os bens do ex-prefeito de Leverger, outros oito que tiveram mandados cassados poderão ser alvo da mesma medida
 


Cassado, o ex-prefeito de Leverger, Faustino Dias Neto, teve os bens bloqueados para pagar eleição suplementar
Com a determinação da Justiça Eleitoral de que prefeitos cassados custeiem eleições suplementares, ao menos nove municípios de Mato Grosso terão os ex-prefeitos com os bens bloqueados para arcar com as despesas. Somente em 2011, foram dois. O objetivo da mudança, que se tornou vigente a partir da semana passada, é desonerar a União desses gastos.

Em Mato Grosso, desde 2008, foram cassados os prefeitos de Alto Boa Vista, Puccini, Santo Antônio de Leverger, Tangará da Serra, Novo Horizonte do Norte, Araguaia, Ribeirão Cascalheira, Novo Mundo e Campos de Júlio.

O ex-prefeito de Santo Antônio, Faustino Dias (DEM), foi quem ‘inaugurou’ a medida no Estado. A Justiça Federal bloqueou os bens do democrata para que o custo da eleição suplementar seja paga por ele...

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde 2004, o governo federal gastou aproximadamente R$ 6 milhões com eleições suplementarem em todo o Brasil.

A desoneração do custeio pelo governo federal aconteceu após assinatura de convênio entre o TSE e a Advocacia Geral da União (AGU).

“É um dinheiro público, é um prejuízo, um dano que foi causado ao erário em função de um ilícito praticado e o nosso ordenamento jurídico autoriza, então, que esses danos sejam regularmente ressarcidos”, disse o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, após a assinatura do convênio no dia 12 de janeiro (quinta-feira).

RESSARCIMENTO - Existe um projeto para que os recursos que deverão ser ressarcidos a União vão somente para a Justiça Eleitoral. Atualmente, toda a verba que políticos devem passar ao governo, devido a irregularidades cometidas, fica voltada a todo o bolo. A informação foi repassada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado.

A intenção é que seja criado um fundo e que o dinheiro sirva para somente aperfeiçoar o poder de investigação eleitoral, não sendo revertido para outros setores, como obras, por exemplo. 


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