24/12/2014 às 16h50min - Atualizada em 24/12/2014 às 16h50min

Vereador perseguido por grupo de Wanderlei Farias é absolvido e anuncia que entrará na Justiça contra perseguidores

Ronaldo Couto
Araguaia Noticia

O vereador de Barra do Garças Odorico Kiko (PT) conseguiu se livrar da ação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que o acusava de prática de crime eleitoral nas eleições de 2010, quando concorreu a uma vaga de deputado estadual na Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Na época, ele foi denunciado pela ex-vereadora Antônia Jacob (PR), aliada do ex-prefeito Wanderlei Farias (PR), que fazem parte do grupo de oposição na Barra.

É o mesmo grupo que tentou na Justiça tirar Roberto Farias do cargo de prefeito e perdeu recentemente. “Foram quatro anos que eu fiquei calado e fui até mesmo vilipendiado por uma rádio da cidade que pertence a esse grupo. A minha absolvição confirma que eu não fiz nada de errado”, explica o vereador que concedeu entrevista na Band após desabafo na sessão de encerramento dos trabalhos da Câmara Municipal de Barra, dia 15 de dezembro. 

Kiko pondera que foi até o assentamento participar de uma visita e que as cestas já estavam no barracão da comunidade provando que não houve interferência política na distribuição como tentou dizer o grupo de Wanderlei na época. Ele lembra que por causa dessa denúncia chegou a ser preso pela Polícia Federal e até mesmo ameaçado de perder o emprego cujo teor do fato seria descabido e por interesse político, coloca Kiko.

A ação já havia sido julgada improcedente pela 9ª Zona Eleitoral, no entanto, o MPE recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT) que, por unanimidade, negou provimento ao recurso.

O promotor Marcos Brant recorreu ao Ministério Público Federal, quando o procurador Regional Eleitoral, Douglas Guilherme Fernandes, manifestou pelo desprovimento do recurso em 5 de novembro, parecer acompanhado pelos membros do TRE. Para o vereador o desprovimento do recurso pelo MPF apenas confirma o que ele vinha afirmando desde a ocorrência do fato: a inocência.

“Eu sempre acreditei na Justiça. Minha consciência estava tranqüila e hoje se configura a realidade dos fatos, embora eu tenha sido vítima de toda espécie de julgamento antecipado”, relembra o parlamentar, que anunciou que irá acionar na Justiça aqueles que o julgaram de forma precipitada: Wanderlei Farias e Antônia Jacob que incentivaram a denúncia.

Kiko reclamou também da Rádio Aruanã, na época dirigida por Cãndido Teles, que não lhe deu direito de defesa e o atacou várias vezes. "Essa rádio através de um radialista tentou acabar comigo fazendo pré-julgamento. Vou entrar na Justiça contra essa emissora também", completou.

Essa é a segunda derrota consecutiva do grupo de Wanderlei na Justiça. No início do mês, o grupo do ex-prefeito viu sucumbir no TSE a ação em que tentavam tirar Roberto Farias da prefeitura para colocar a ex-vereadora Andréia Santos, candidata derrotada na eleição de 2012. 


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