25/11/2014 às 14h06min - Atualizada em 25/11/2014 às 14h06min

Mulher denúncia falsa etnia Kanela as margens do Rio Tapirapé no Araguaia

Agência da Notícia
Agencia da Noticia

Em entrevista ao Agência da Notícia dona Rosemar Gomes Cunha desabafa e diz que “vulgos” índios Kanelas que estão requerendo a desapropriação de uma área as margens do Rio Tapirapé em Porto Alegre do Norte e Luciara, são na verdade pessoas comuns e que nunca foram indígenas.

Segundo ela em 1946 o seu avô, juntamente com sua esposa, aportou as margens do Rio Tapirapé onde tomou posse de uma área de terra e viveu nela até a morte da sua esposa, onde criou os filhos e netos.

Porém uma área denominada Aldeia Porto Velho é reivindicada pela etnia Kanela, que segundo dados da Funai (fundação nacional do índio) foram deslocados do Maranhão para a região do Araguaia devido os sucessivos conflitos agrários.

Porém dona Rosemar refuta os dados da Funai e diz que o seu avô foi o primeiro a morar no local e nunca viu índios Kanelas na região, que os únicos indígenas que passavam eram os Carajás e Tapirapés em busca de caça.

Ela afirma ainda que as pessoas que estão requerendo a área para fins de Terra Indígena, são pessoas que chegaram posteriormente ao seu Avô na região, e que sempre foram pessoas violentas e guarda boletim de ocorrência de fatos que corroboram com a sua história.

“São pessoas violentas, já fui ameaçada de morte várias vezes por essas pessoas, que querem essa terra para poder fazer tráfico de peixes e caça como todos podem ver eles estão sempre na feira de Confresa vendendo”, disse ela.

Rosemar pretende procurar a Promotoria de Barra do Garças, para mostrar o seu caso, e reivindicar a posse de uma área de 300 alqueires que estão dentro da área pretendida pelos índios Kanelas as margens do Rio Tapirapé entre os municípios de Porto Alegre do Norte e Luciara.

Nos documentos apresentados ao Agência da Notícia, Rosemar diz que um documento de declaração de compra e venda feita por Claudino Gomes Campos é falso; primeiro pelo fato de que não é um contrato de compra e venda, o mais comum nesses casos, e segundo que seu avô não sabia nem ler e escrever, ela diz que a assinatura foi falsificada para tentar tirar a posse da área da sua família, que hoje mantém retiros dentro da área.

“Eu estou correndo risco de vida em vim a público falar dessa situação, pois já recebi diversas ameaças e essas pessoas têm fama de serem violentas, vivem dizendo que são oprimidas por outras pessoas, mas na verdade elas que vivem oprimindo as pessoas de bem”, disse Rosemar que atualmente mora com a família em Santa Terezinha.

Segundo os registros da Funai a presença dos primeiros Kanelas na região se dão na década de 1950 e que são reconhecidos por seus parentes do Maranhão e que a região é marcada por grilagem de terras e que é comum o conflito entre fazendeiros, posseiros e indígenas, por isso Ministério Público Federal pede urgência na demarcação da terra indígena Porto Velho.


Notícias Relacionadas »
Comentários »

Com UTIs lotadas, Barra do Garças deve ou não aderir lockdown? 3 pacientes aguardam vagas

74.2%
24.4%
1.4%