18/11/2014 às 18h05min - Atualizada em 18/11/2014 às 18h05min

Juiz condena 3 que estavam traficando em frente ao Fórum de Barra do Garças

Folha Max
Araguaia Notícia

O juiz da 2ª Vara Criminal de Comarca de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), Wagner Plaza Machado Junior, condenou os réus Edivaldo Santos Cirqueira Junior, vulgo “baiano”, Marlene Pinho dos Santos e Wanderson Sousa Costa, por instalarem uma “boca de fumo” bem em frente ao Fórum de Comarca. Os delitos cometidos foram os de associação e tráfico de drogas. (Código: 185062)

No dia 26 de maio de 2014, por volta das 14h, os denunciados foram flagrados por uma equipe da Polícia Civil guardando no interior da residência em que moravam três porções de maconha, “cabecinhas” de substância análoga à cocaína, um pé de maconha, bem como equipamentos utilizados para o armazenamento e pesagem do entorpecente, dentre eles uma balança de precisão.

A casa onde as drogas foram encontradas fica em frente ao Fórum de Barra do Garças, entre a Promotoria de Justiça e o prédio da OAB/MT.
Inicialmente, em depoimento, Edivaldo afirmou ser o proprietário dos entorpecentes e que morava junto com Wanderson e Marlene há pouco mais de 15 dias. Ele era morador de rua, quando conheceu o adolescente Mateus (irmão de Wanderson), que por sua vez pediu ao irmão que o acolhesse em sua casa. De acordo com Edivaldo, sua intenção era vender a droga até que conseguisse juntar dinheiro para comprar passagem para retornar à Bahia, onde morava anteriormente.

Mas, ao final do depoimento, mudou sua versão dizendo ter recebido os entorpecentes no dia de sua prisão de um terceiro e que a balança de precisão encontrada também fora fornecida por esta pessoa. Em denúncia, a representante do Ministério Público requereu a condenação dos réus por associação. A defesa por sua vez pediu a absolvição dos acusados.

 

Penalidade

A ré Marlene Pinho dos Santos foi condenada a 12 anos de reclusão mais 1.567 dias multa pelo delito de tráfico e associação ao tráfico. Já a pena fixada para Edivaldo Santos Cirqueira Junior, que fora acusado dos mesmos crimes, foi de 11 anos, nove meses e 20 dias mais 1.567 dias multa. E, por fim, o réu Wanderson Sousa Costa foi condenado a cumprir 9 anos, 9 meses e 20 dias multa mais 1.567 dias multa.

Segundo o magistrado, “as conseqüências são das mais severas, pois o tráfico é um delito que afeta toda a sociedade, destruindo famílias e vidas, com ramificações diretas no tráfico de armas e crime organizado. A vítima nestes delitos é o Estado e ele em nada contribuiu à conduta criminosa”.


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