13/11/2014 às 23h54min - Atualizada em 13/11/2014 às 23h54min

Investigações do GCCO levam a condenação de autores de sequestro em Novo Mundo

Assessoria/PJC-MT

A Justiça condenou a 283 anos os três homens acusados de sequestro e assassinato de um fazendeiro, do filho dele e dois funcionários, no município de Novo Mundo (785 km ao Norte), ocorrido em 17 de agosto de 2012. A audiência de julgamento aconteceu na terça-feira (12.11), na Câmara Municipal de Guarantã do Norte (715 km ao Norte).

As investigações comandadas pela Divisão Anti-sequestro da Gerência de Combate ao Crime Organizado levaram a prisão de Rogério Pessoa Freire, 27, acusado de ser o mentor do sequestro, Jiovani da Silva Lima, 18, e Joab da Silva Pontes, 19. Na época, os três confessaram o crime e indicaram o local onde os corpos das vítimas foram abandonados.

Separadamente, Jiovani da Silva foi condenado a 93 anos e um mês, Joab da Silva a 92 anos e um mês e Rogério Pessoa a 97 anos e um mês.

Todas as vítimas foram mortas no mesmo dia do sequestro, na noite de 17 de agosto, na Fazenda Lima, em Novo Mundo, de propriedade de uma das vítimas. Um dos funcionários foi morto ainda no local, com um tiro nas costas e outro na cabeça, ao tentar fugir dos sequestradores.

Outras três vítimas desaparecidas tiveram os corpos localizados em uma fazenda abandonada, a dois quilômetros de mata fechada, local supostamente usado como cativeiro. As vítimas foram assassinadas com um tiro na nuca e estavam com as mãos amarradas para trás.

Com característica de cobrança de dividas, o crime só passou a ser tratado como sequestro depois do primeiro contato, via mensagem de celular, logo descartada pela polícia, pois a namorada do filho do fazendeiro não reconheceu a forma de escrever, com abreviaturas e gírias, como sendo do rapaz. A mensagem dizia que “estavam bem e que era para tirar toda a polícia da situação”.


No quarto dia, houve o primeiro contato dos criminosos, mas sem pedido de resgate. No dia seguinte, eles pediram a quantia exorbitante de R$ 6 milhões pela vida das vítimas. “Fomos para lá e na noite estava praticamente solucionado o caso. Três presos, sendo um o filho do vereador cidade e outros dois amigos dele”, contou o delegado Flávio Stringueta. “Eles achavam que a mulher tinha recebido uma herança de R$ 6 milhões. Só que recebeu em bens e não em dinheiro”, completou.

Para os policiais do GCCO, que trabalharam no caso, em 10 anos de existência Divisão Anti-sequestro, nenhuma crime de extorsão mediante sequestro teve desfecho tão trágico quanto o ocorrido em Novo Mundo.  


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