Alunos se afastaram de escola após medida protetiva contra professor acusado de assedio sexual

Por Redação - Mayara Campos-

Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental que denunciaram um professor do Colégio Salesiano São Gonçalo por suposto assédio sexual, se afastaram da escola, após medida judicial, segundo relata uma das mães das vítimas, em áudio que o Olhar Direto teve acesso. A mulher afirma que a ação ocorre durante a instauração do inquérito policial, após registro de boletim de ocorrência sobre o fato. Já seriam cerca de dez adolescentes com a mesma queixa de assédio e importunação sexual.

No áudio, a mãe aponta que o professor utilizou do relacionamento próximo com os alunos, sendo as vítimas do sexo masculino, para fazer os pedidos “indecentes”.


“Os meninos achavam que ele era amigo, mas quando ele veio com essa conotação sexual, viram que era algo grave, e meu filho veio falar comigo. Eu acionei as outras mães e registramos o boletim de ocorrência”, disse.

“Ele abraçou, passou a mão em nossos filhos, só que os meninos achavam que não era maldade, porque eles se abraçam, mas quando viram que ele ia para uma outra esfera, de tentar uma abordagem sexual, viram que realmente era pedofilia”, complementa.A mulher pede ainda para que as outras mães conversem com seus filhos, orientando sobre a gravidade da situação, principalmente para coibir o bullying que as vítimas estariam sofrendo.

O áudio teria sido enviado em grupos do Whatsapp. “Sugiro que vocês falem com seus filhos, principalmente se forem meninos, sobre o fato. Ocorreu contra quatro alunos, que foram assediados, que sabendo da dificuldade que eles estavam com matemática, o professor tentou persuadia-los em troca de favor sexual, ou de fotos ou vídeos pornográficos, para poderem passar de ano e ele mudar qualquer tipo de nota”, afirma a mãe.

“Ele estava barganhando a nota das crianças nesse fim de ano, para se favorecer, usando a instituição como bengala, usando as crianças como refém”, complementa. Os menores estariam com o psicológico abalado, e com medo do professor, depois das denúncias. A mãe relata que um deles foi xingado por outros alunos, afirmando que o grupo estaria armando contra o professor, para tentar passar de ano na escola. 

“Até fofocas que eles tiveram alguma relação ou que estavam tentando prejudicar o professor. As fofocas e o bullying está acontecendo no colégio. Até ontem, um deles foi na missa e sofreu bullying, os alunos chamando-o de bichinha do professor, falando que ele estava tentando prejudicar.

Eles estão tentando inverter o papel dos nossos filhos como vitimas para forçar uma situação”, relata. “Nós temos prints de todas as conversas, já temos o boletim de ocorrência, já está tendo o apoio policial. As crianças já tem medida protetiva contra esse pedófilo, porque ele não tem outro nome, ele não é professor, ele é um pedófilo. Ele persuade as crianças, corrompe elas, de uma forma bem tranquila, para que quando as crianças precisassem de algo dele, ele pudesse barganhar, que é essa a palavra que ele usou”, completou.

A mulher também afirma que ela, junto com as outras mães, criaram uma rede de apoio. Inicialmente, não contataram a escola, porque as denúncias estavam sob sigilo. Elas também temiam que o professor “destruísse provas, como computador”. Os assédios ocorriam há algum tempo, no entanto, os meninos não teriam percebido, e por isso, o homem começou a ser mais explicito, segundo a denunciante.


FONTE: olhardireto
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