17/12/2011 às 10h16min - Atualizada em 17/12/2011 às 10h16min

Direção da cadeia de Barra muda pela 3ª vez em 15 dias

Olhar Direto
A Gazeta do Vale

A direção da cadeia pública de Barra do Garças foi mudada pela terceira vez em menos de 15 dias. A primeira mudança aconteceu dia 2 de dezembro com a exoneração do servidor Ricardo Pereira Campos, que estava à frente do presídio barra-garcense há um ano. Para o lugar dele foi nomeado outro servidor de carreira, Wincler de Freitas Teles, que ficou doze dias como nomeado e apenas três dias de fato a frente da unidade, e foi exonerado dia 14 de dezembro.

Em substituição a Wincler Teles, foi nomeado, dia 14 de dezembro, Rafael Luiz Moura, que o sindicato dos agentes prisionais ainda apura se ele é funcionário de carreira ou indicação política. De acordo com o representante do sindicato em Barra do Garças, Lindomárcio Silva, existe um acordo entre o governo do estado e o sindicato de se nomear apenas funcionário de carreira para a direção de cadeias em Mato Grosso.

Lindomárcio disse que apurou junto ao sindicato em Cuiabá e constatou que Rafael Moura não é agente prisional. “O presidente do sindicato, João Batista, mencionou a questão do acordo, que estaria inclusive inserido na lei orgânica”, destacou o sindicalista de Barra. Outra preocupação da categoria é nomear alguém que não seja do quadro, sem conhecimento do trabalho e sujeito a enfrentar dificuldade para dirigir a cadeia.

A unidade prisional de Barra do Garças enfrentou três tentativas de fuga na semana passada e abriga hoje 120 detentos, o que é considerada uma superlotação. Os agentes suspeitam de interferência política e chegaram a citar o nome do deputado estadual Baiano Filho (PMDB) como responsável pela indicação. O peemedebista, que está em Barra do Garças, nega, porém, qualquer participação e disse que não indicou ninguém em Barra do Garças. 


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