16/12/2011 às 10h17min - Atualizada em 16/12/2011 às 10h17min

Câmara abre CPI contra vereador em Barra do Garças

Olhar Direto
Reprodução

Por seis votos a quatro, a Câmara Municipal de Barra do Garças aprovou a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncia contra o vereador Miguelão Moreira da Silva (PSD), de que a empresa da qual ele é sócio teria recebido R$ 70 mil da prefeitura sem prestar o serviço contratado em dezembro de 2008. A denúncia foi apresentada pelo morador Welquis da Silva.

Miguelão nega que a irregularidade e atribui a abertura da CPI a uma perseguição política. “Como sou vereador de oposição, essa CPI foi aberta pelo grupo do prefeito que tem sete dos 10 vereadores da Câmara”, disparou Miguelão. O parlamentar explica que a mesma denúncia foi feita pela procuradoria municipal ao Ministério Público através de uma ação criminal que acabou sendo arquivada. “Mesmo com o arquivamento querem criar um fato para me prejudicar politicamente”, completou.

O parlamentar explica que o serviço foi contratado na gesgão do ex-prefeito Zózimo Chaparral (PC do B), e quando Farias assumiu a prefeitura, em janeiro de 2009, mandou suspender o pagamento e ainda denunciou a empresa. Miguelão acrescenta que na época não era vereador e que é um dos quatro sócios da empresa.

O vereador Sávio Carvalho (PSD), que foi escolhido membro da comissão, disse que votou contra e entende que a CPI tem motivação política. “A minha preocupação é fazer um julgamento político e não jurídico contra Miguelão”, disse Sávio. O parlamentar desafiou também os vereadores Antônia Jacob, João Jajá e Celson Souza, que são da bancada do prefeito ,e o procurador Edmar Júnior, para um debate na TV.

O vereador Odorico Kiko (PT) lamentou a atitude dos demais vereadores, que segundo ele, abriram a CPI com o fim único de agradar o prefeito. A primeira votação que definiu o voto secreto para a forma da CPI terminou com o placar 7 a 3.

A CPI terá um prazo de 60 dias para apurar o fato e será presidida pela vereadora Andréia Santos, tendo como relatora Miriam Lacerda e, omo membro, Sávio Carvalho. Os trabalhos terão início em fevereiro de 2012. 


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