03/10/2014 às 16h48min - Atualizada em 03/10/2014 às 16h48min

Homem é encontrado morto com golpes de faca

Ítalo Berto
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Um homem foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (03), no Bairro Primavera III, rua Laranjeiras. A polícia foi acionada por volta das 10h quando vizinhos perceberam a falta de movimentação na casa que estava com portas e janelas abertas.

A vítima, José Moreira da Silva, 36, conhecida como “Nego Bahia” se encontrava debruçada no sofá, já com o corpo em estado de rigidez. Segundo o Dr. Florizam, médico do SAMU, o homicídio pode ter acontecido no início da noite de quinta-feira (02). Ele ainda afirma que para matar Bahia, foi utilizada arma branca que possivelmente seria uma faca. Ainda de acordo com o médico, os golpes foram dados na região do abdômen, mão e lado direito da costela.

De acordo com informações de alguns vizinhos, foram escutados alguns gritos por volta das 11:30h, mas por decorrência da chuva que estava no momento, ninguém procurou saber o que tinha acontecido. Alguns outros vizinhos disseram não ouvir barulho algum.

 A polícia civil chegou à casa onde foi encontrado o corpo e começou imediatamente o serviço de investigação para descobrir quem pode ter sido o autor do crime. As suspeitas iniciais são de que uma mulher que estava tendo um caso com a vítima pode ser a responsável pelo assassinato.

Este foi o 33º homicídio em Primavera do Leste neste ano de 2014.

 

Polícia Civil encontra assassina da vitima

 

Uma ligação anônima informou à polícia que a vítima mantinha um relacionamento com Marli Arruda de Matos, 20, e que o casal brigava muito.

Os investigadores foram até a casa da mãe de Marli e lá encontraram a mesma que, no início da conversa negou; mas, acabou confessando a autoria e ainda mostrou aos policiais a arma utilizada para o crime, uma faca. A Polícia encontrou também uma blusa e um short com sangue.

Marli Arruda Pereira de Matos será indiciada por homicídio qualificado, por motivo fútil. Ela confessou que decidiu matar seu companheiro por que ele batia nela. "Se eu não fizesse isso ele teria feito comigo, eu já tinha avisado a mãe dele que eu ia matá-lo."

A homicida ainda afirmou que a faca usada no crime era dela. "Eu sempre ando com uma faca, sou louca por uma faca, ele me ameaçou e me trancou dentro de sua casa, por isso que eu matei."

Ainda segundo Marli, que prefere ser chamada de Paulinha, o "Bahia" já havia botado fogo em sua casa e sabia que estava em perigo.

Sobre os gritos ouvidos por alguns vizinhos, a assassina garante ter sido dela pedindo socorro por estar presa pela vítima e garante que na hora do homicídio não houve gritos da parte de "Bahia".


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