Mais um envolvido na morte de italiano em Barra do Garças está sendo julgado hoje

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Acontece nesta terça-feira (8/8), o julgamento de mais um envolvido na morte do fazendeiro italiano, Alessandro Carrega Dal Pozzo, de 63 anos, assassinado em agosto de 2016, em Barra do Garças-MT na divisa com Goiás. Leandro é o quarto envolvido no crime a sentar no banco dos réus. Ele é acusado de ter contratado o assassino a pedido dos mandantes para mantar o italiano. A motivação seria o interesse, segundo MP, dos mandantes no patrimônio de Alessandro em torno de 10 milhões de reais.

Até agora já foram julgados e condenados: Célio e Tatiane que seriam os mandantes e Ytalo como executor do crime. Leandro, pelo fato de ter confessado participação e colaborado com as investigações, tem possibilidade muito grande de ter a pena reduzida ou até mesmo conseguir o perdão judicial. Todavia, a questão desse perdão judicial dependeria de um pedido do Ministério Público, que é o autor da ação.


De acordo com a denúncia, Célio teria participado como mandante do crime juntamente com Tatiane, ex-mulher do italiano. Ambos estariam de olho no patrimônio de Alessandro. Na época, Tatiane estava namorando com Célio. O autor dos disparos que ceifaram a vida do italiano teria sido Ytalo, foi condenado a 14 anos de reclusão, em 2019. O julgamento aconteceu mesmo que dia em que Tatiane Lourenço que também foi condenada.
  
O advogado Rafael Rabaioli participou ativamente desse processo representando a família do italiano.  “Nós acompanhamos esse caso desde a morte do italiano e estamos com sentimento do dever cumprido. Alessandro era um homem bom, trabalhador e que veio para o Brasil com intuito de produzir e constituir uma família. Tiraram a sua vida de forma cruel e premeditada, por isso entendo, que a Justiça prevaleceu”, destacou.  

Crime bárbaro

Alessandro Carrega Dal Pozzo foi assassinado em agosto de 2016, e o corpo foi encontrado dias depois do crime.  Na época, as suspeitas recaíram sobre Tatiane e Ytalo.

As investigações para chegar à autoria do crime começaram no mesmo dia quando o corpo foi encontrado pela equipe plantonista da Polícia Civil que foi até a cena do crime. Peritos e investigadores encontraram a pegada de uma bota cujo número e marca bateram com uma bota encontrada na casa de Tatiane. 

As investigações da 1ª DP de Barra do Garças, na época com os delegados Adriano Alencar e Renato Resende, chegaram à conclusão que Tatiane estaria envolvida no crime juntamente com o namorado dela na época e hoje ex-namorado, Célio. Célio pediu que o processo fosse desmembrado, mas mesmo assim também foi condenado.

Na época das investigações eles negaram o homicídio e foram postos em liberdade após a prisão temporária de trinta dias. As investigações continuaram após um pedido do consulado italiano no Brasil, que disponibilizou um policial italiano para auxiliar na elucidação do homicídio. A novidade foi então a prisão de Ytalo apontado como autor dos disparos que ceifaram a vida do pecuarista. Vale destacar que o policial italiano elogiou o trabalho investigativo que estava sendo feito pela Polícia Civil de Barra do Garças. 

Ytalo, que já estava preso por outro motivo na cadeia de Barra do Garças, teria sido o indivíduo que entrou na casa do pecuarista italiano e efetuou os disparos. No entanto, ele contou com ajuda de alguém que conhecia o ambiente e que conhecia os cachorros da vítima. Os três negam até hoje o envolvimento no crime.

Furto de Land Rover

Três dias depois de homicídio, um veículo Land Rover, pertencente à vítima, foi furtado. O fato levou as investigações a serem desenvolvidas em conjunto com a Delegacia de Roubos e Furtos de Barra do Garças, que num esforço integrado, tiveram informações do paradeiro do veículo e das pessoas que, possivelmente, teriam negociado o carro com terceiros, a priori, sem relação com o crime de homicídio.

"Ao serem intimados, informaram quem foi a pessoa que teria subtraído o veículo da casa em que residia o italiano Alessandro Carrega. Tais informações levantadas até o presente momento foram aptas a gerar suspeitas em dois possíveis autores. Diante das informações levadas ao Ministério Público e Poder Judiciário foram expedidos dois mandados de prisão temporária”, completou o delegado.


FONTE: Araguaia Notícia
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