Criança morre em hospital do Araguaia e mãe reclama de negligência médica
Araguaia Notícia com Olhar Alerta A mãe da criança de 7 anos que morreu no Hospital de Confresa após contrair pneumonia, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Municipal contra a médica que atendeu o filho. O boletim narra que a mulher de 31 anos, levou o menino de 7 anos ao pronto atendimento no dia 15 de maio, pois ele apresentava febre e fortes dores no peito. O primeiro atendimento teria sido feito pela médica plantonista.
Nome não foi revelado até que se apure se realmente houve negligência.
A mãe afirmou durante relato que após algum tempo em observação, a profissional queria dar alta à criança, porém, ela não concordou e solicitou mais exames como raio x ou outro similar, o qual teria sido negado. Outro médico, ao ver a situação do menino decidiu interna-lo. A criança reclamava de “dores no coração”, porém, mesmo realizando exames mais minuciosos, a médica dizia que ele estava bem.
Houve uma piora no quadro clínico, foram tentados alguns procedimentos, porém, a criança não resistiu e morreu no dia 20 de maio. A mãe afirma que houve negligência médica e pediu providências.
Médica agredida No dia 7 de junho a médica registrou um boletim de ocorrência contra a mãe da criança após ter sido agredida dentro do Hospital Municipal. Segundo o relato da profissional, a mãe teria adentrado a unidade hospitalar, dado um tapa no rosto da profissional da saúde, e, em seguida, puxado seu cabelo, sendo contida por outros servidores que estavam no local.
Após as agressões, a médica se dirigiu até a delegacia onde registrou a ocorrência de lesão corporal e desacato e representou criminalmente contra a mulher.
Médica sem especialidade Após a repercussão do caso, internautas passaram a pesquisar a respeito da profissional em órgãos competentes e, de acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT), a médica não tem especialidade, sendo considerada Clínica Geral. Em suas redes sociais, a profissional afirma ser pós graduanda pediatria e educação parietal.
A Polícia Judiciária Civil informou ter ciência do fato e poderá pedir o afastamento da profissional.
Outro lado Em nota, a Prefeitura Municipal de Confresa destacou que não é necessário que um médico possua especialidade para atender, desde que se sinta habilitado e se responsabilize por seus atos, algo que é previsto pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina. Foi acrescentado, ainda, que a médica alvo da denúncia atualmente cursa uma especialização na área de pediatria, portanto, tem capacitação para atendimento e assistência a criança e adolescente.
Veja na íntegra:
O município de Confresa, por meio de sua Secretaria Municipal de Saúde, informa que em razão do óbito da criança de 07 (sete) anos de idade e a veiculação de que um dos profissionais médicos que realizaram o acompanhamento não detinham especialidade médica, cabe destacar que é entendimento do Conselho Federal de Medicina – CFM: “Os Conselhos Regionais de Medicina não exigem que um médico seja especialista para trabalhar em qualquer ramo da Medicina, podendo exercê-la em sua plenitude nas mais diversas áreas, desde que se responsabilize por seus atos e, segundo a nova Resolução CF” (Parecer nº 17/2004) e “que não há exclusividade de ato médico para nenhuma especialidade, assim qualquer médico que se sinta habilitado poderá praticar quaisquer atos médicos independentemente de ser especialista...” (Processo de Consulta nº 11/2009 do CRM-PB ratificado pelo CFM).
Vale, ressaltar que a referida profissional médica realiza curso de Pós-Graduação em Pediatria tendo maior capacitação para atendimento e assistência da criança e do adolescente.
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