Homem mentiu que foi torturado para reatar relação, diz Polícia
Investigadores descobriram que ele pesquisou na internet "como cortar orelha de um homem”
Uma investigação da Polícia Civil de Confresa sobre um suposto crime de tortura ocorrido na semana passada concluiu que a suposta vítima na realidade se automutilou em uma tentativa de causar comoção e reatar um relacionamento.
A Polícia Civil recebeu um registro da vítima, que relatou que no dia 29 de maio, por volta das 19h30, teria sido capturada por quatro pessoas encapuzadas, que a colocaram em um veículo Golf e a levaram para uma região de mata.
No local, os agressores teriam cortado as orelhas do homem durante uma sessão de tortura e em seguida o liberaram no centro da cidade de Confresa.
A partir da investigação, a Polícia Civil apurou que a suposta vítima estava passando a por problemas conjugais e se automutilou, cortando as próprias orelhas para causar sentimento de pena e tentar reatar o relacionamento com a ex-companheira.
Os policiais civis apuraram que no mesmo dia em que supostamente o homem foi torturado, ele pesquisou em sites da internet usando os seguintes termos: "como cortar orelha de cachorro”; "como cortar orelha de um homem” e “quais os perigos". No mesmo dia, à noite, ele se automutilou e dois dias depois procurou a Polícia relatando ter sido vítima de tortura.
A Delegacia empregou vários policiais na investigação, devido à gravidade da denúncia. Inicialmente, uma pessoa suspeita apontada pelo comunicante chegou a ser investigada.
Após descobrir que tudo se tratava de uma farsa, a Polícia Civil concluiu as investigações e o comunicante da falsa tortura responderá pelo crime de denunciação caluniosa, cuja pena pode chegar até oito anos de reclusão.
“A Polícia Civil alerta que falsa comunicação perante os órgãos policiais é crime e atrapalha o andamento de casos importantes de crimes graves como homicídios, estupros, tráfico, entre outros”, alertou o delegado Victor Donizete de Oliveira.
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