11/12/2011 às 18h40min - Atualizada em 11/12/2011 às 18h40min

Transbananal: Governadores de TO e MT se encontram em São Felix no próximo dia 17

Agencia da Noticia
24 Horas News

O município de São Felix do Araguaia através do Prefeito Filemon Limoeiro em parceira com algumas cidades da região, vai promover no próximo dia 17 na Câmara de Vereadores um encontro entre os Governadores do Tocantins Siqueira Campos e de Mato Grosso Silval Barbosa.

A Reunião vai servir para tratar de assuntos ligados a BR-242 que liga o estado de MT ao estado do TO pela Ilha do Bananal que fica na região de São Felix. “Queremos pedir apoio dos Dois Governadores para que possam cobrar do Governo Federal, condições para que o trecho desta BR-242 se torne trafegável na época da chuva”, explicou o Prefeito de São Felix do Araguaia com exclusividade ao Portal Agência da Notícia.

Segundo o Prefeito de São Felix, a estrada já existe e é acessível na época de estiagem, porém na época da chuva é impossível se trafegar por aquela estrada.

A estrada foi criada ainda no Governo de Juscelino Kubitschek e iniciada durante a Ditadura Militar através do Plano Nacional de Viação, através da Lei 5.917, de 10/09/1973, que previa a construção da BR-242 ligando o porto de Salvador na Bahia a BR-163 (MT). A BR-242 teria uma extensão total de 2.115 km, assim composta: Bahia, com 953 km, Goiás (hoje Tocantins), com 500,3 km e Mato Grosso, com 557,3 km (incluindo a travessia da Ilha do Bananal). O Projeto original da rodovia BR-242, ao propor o cruzamento da Ilha do Bananal teria dois trechos principais: o trecho conhecido como Transbananal, ligando São Félix do Araguaia (MT) a Formoso do Araguaia (To), atravessando o Território Indígena do Parque do Araguaia e o Território Indígena Inãwébohona e o trecho chamado de Transaraguaia, antigo nome da Go-262, ligando Santa Teresinha (MT) à Lagoa da Confusão, também atravessando o Parque Nacional do Araguaia e o território indígena.

De acordo com Filemon Limoeiro Prefeito de São Felix, a estrada já existe e só precisa ser melhorada. “Se o Governo melhorar as condições de trafegabilidade na BR 242 será de grande importância para a nossa região, e acreditamos que isso será possível através de ações como este encontro, porque o MT tem uma ligação forte com o TO”, explicou Limoeiro.

Ele ainda adiantou que já estão confirmadas as presenças dos dois governadores, além do Senador Jaime Campos (DEM), deputados federais dos dois estados e também deputados estaduais, além de prefeitos e vereadores das cidades vizinhas.

O encontro é no próximo dia 17 a partir das 15:00hs na Câmara de Vereadores de São Felix do Araguaia.

BR - 242

A BR-242 é uma rodovia transversal brasileira. Ela se estende do estado da Bahia (mais precisamente da localidade de São Roque do Paraguaçu, no município de Maragogipe), passando pela BR-101 entre os municípios de Conceição do Almeida, Sapeaçu e Castro Alves, cruzando com a BR-116 no distrito do Argoim (município de Rafael Jambeiro) e com a BR-153 no trecho entre os municípios de Gurupi - TO e Cariri do Tocantins - TO, seguindo até o estado do Mato Grosso (no município de Sorriso). A rodovia ainda possui muitos trechos sem pavimentação ou ainda por construir, principalmente nos estados do Mato Grosso e do Tocantins. O total de sua extensão é de 2311,7 Km e liga cidades relativamente importantes, tais como: Itaberaba - BA, Lençóis - BA (a apenas 11 Km da rodovia), Seabra - BA, Barreiras - BA, Luís Eduardo Magalhães - BA, Gurupi - TO e a própria cidade de Sorriso - MT.
Obs.: No Estado da Bahia, o único trecho sem pavimentação fica localizado no município de Luís Eduardo Magalhães, entre o entroncamento com a BA-460 e a divisa com o Tocantins. O trecho possui apenas 49 Km. Com um novo projeto, as pretensões de ampliar a rodovia estão em discussão. A BR 242 teria o seu percuso novo, ligando São Salvador da Bahia com o seu marco zero no Porto, atravessando a Baía de Todos os Santos, ligando a Ilha de Itaparica em conexão com São Roque do Paraguaçu, município de Maragogipe. Situação precária também encontra-se deste trecho até Luís Eduardo Magalhães, dentro do Centro Industrial da cidade, onde os buracos e a falta de acostamento prejudicam o trajeto de veículos. Sendo que este trecho é o principal meio de locomoção para os caminhões que carregam Soja, Milho e Algodão. 


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