28/08/2014 às 13h03min - Atualizada em 28/08/2014 às 13h03min

Polícia Civil prende empresários acusados de crime ambiental

Agência da Notícia com Mídia News
Reprodução

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (27), 13 pessoas acusadas de crime ambiental, no Norte de Mato Grosso, durante a Operação "Fluxo Verde".

Além dos mandados de prisão temporária, os agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, estão empresários que atuam no setor madeireiro.

As prisões ocorreram nas cidades de Cláudia e União do Sul (620 km e 720 quilômetros ao Norte de Cuiabá, respectivamente).

Todos os presos são suspeitos de integrar um esquema de extração ilegal de madeiras na região.

As ordens judiciais começaram a ser cumpridas às 6 horas da manhã, por cerca de 50 policiais da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gerência de Operação Especiais (GOE), todas de Cuiabá.

Segundo os policiais, a operação é resultante de investigação da Dema, iniciada há quatro anos, para apurar crimes ambientais cometidos em uma propriedade de 27 mil hectares, no município de União do Sul.

"Estas terras estão sendo dilapidadas, o bioma da região está acabando, tamanha a depredação do meio ambiente", disse a delegada da Dema, Maria Alice Amorim, que comanda as investigações. "Estas terras estão sendo dilapidadas, o bioma da região está acabando, tamanha a depredação do meio ambiente"

De acordo com ela, na fazenda alvo do desmatamento clandestino, já foram realizadas várias fiscalizações em campo, com incursões na mata, que resultaram em prisões em flagrantes de pessoas contratadas para o corte de árvores, e também na apreensão de maquinários, ferramentas de corte, e caminhões carregados com toras derrubadas.

"Essas toras são cortadas, recepcionadas e encomendadas por madeireiros, que colocam pessoas lá dentro", disse a delegada.

Loteamento

As investigações apontaram que a propriedade está sendo loteada pelas quadrilhas que ali atuam.

"Há frentes de trabalho, com destino certo da madeira. O que precisa ser identificado é a madeireira, que alimenta o fluxo, e existem propriedades que também praticam a retirada da madeira", destacou.

A delegada acrescentou que, na quadrilha, há aqueles que promovem a retirada da madeira, com toda uma equipe, e os que que recepcionam o produto, dando-lhe valor agregado, que, uma vez manufaturando, é mandado para fora do Estado.

A delegada lembrou que a madeira clandestina já sai documentada da região, devido à agilidade da quadrilha, que, com uso de notas fiscais frias, consegue "driblar" a fiscalização, durante o transporte nas rodovias.

"A ideia da busca cautelar é identificar de onde vêm esses documentos. Todo o esquema delituoso vai se esclarecido agora, com o cumprimento dessas prisões temporárias e das buscas e apreensão", completou Maria Alice Amorim. 


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