27/08/2014 às 13h46min - Atualizada em 27/08/2014 às 13h46min

Polícia Civil deflagra operação para cumprir 18 buscas e 13 prisões contra madeireiros

Luciene Oliveira
Água Boa News

Claúdia, MT - Empresários donos de madeireiras são alvos da operação "Fluxo Verde", desencadeada na manhã desta quarta-feira (27.08), pela Policia Judiciária Civil de Mato Grosso, para cumprimento de 13 mandados de prisão temporária e 18 busca e apreensão, na cidade de Cláudia e União do Sul (620 e 719 ao Norte, respectivamente).

Até o momento, cinco pessoas foram presas por envolvimento na extração ilegal de madeiras, na região Norte de Mato Grosso. As ordens judiciais são cumpridas deste às 6 horas da manhã, por cerca de 50 policiais da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gerência de Operação Especiais (GOE), todas de Cuiabá.

A operação é resultado de investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), iniciada há 4 anos para apurar crimes ambientais cometidos em uma propriedade de terra, de 27 mil hectares no município de União do Sul. "Estas terras estão sendo dilapidadas, o bioma da região está acabando, tamanha a depredação do meio ambiente", disse a delegada da Dema, Maria Alice Amorim, que preside a investigação.

De acordo com a delegada, na fazenda alvo do desmatamento clandestino já foram realizadas várias fiscalizações em campo, com incursões na mata, que resultaram em prisões em flagrantes de pessoas contratadas para o corte de árvores e também na apreensão de maquinários, ferramentas de corte, e caminhões carregados com toras derrubadas. "Essas toras são cortadas, recepcionadas e encomendadas por madeireiros, que colocam pessoas lá dentro", ressaltou Maria Alice.

As investigações da Polícia Civil identificaram que a propriedade está sendo loteada pelas quadrilhas que ali atuam. "Tem frentes de trabalho, com destino certo da madeira. O que precisa ser identificado é a madeireira, que alimenta o fluxo, e existem propriedades que também praticam a retirada da madeira", afirma a delegada.

"Então, nessa quadrilha, tem aqueles que promovem a retirada da madeira, com toda uma equipe, e tem outros que recepciona a madeira, dando valor agregado para o produto, que uma vez manufaturando é mandado para fora do Estado", completou a delegada.

Conforme apurou a Polícia Civil, a madeira clandestina já sai documentada da região, devido agilidade da quadrilha, que com uso de notas fiscais frias conseguem "driblar" a fiscalização durante o transporte nas rodovias. "A ideia da busca cautelar é identificar de onde vem esses documentos. Todo o esquema delituoso vai se esclarecido agora com o cumprimento dessas prisões temporárias e das buscas e apreensão", finaliza da delegada.

Os envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira e legalização do produto podem responder por furto qualificado, receptação, formação de quadrilha, falsificação de documento, e vários outros crimes ambientais.

Os presos e as apreensões como computadores e documentos estão sendo levados para a Delegacia de Polícia de Cláudia. O balanço final da operação será divulgado no final do cumprimento das ordens judiciais. 


Notícias Relacionadas »
Comentários »

Com UTIs lotadas, Barra do Garças deve ou não aderir lockdown? 3 pacientes aguardam vagas

75.0%
23.7%
1.3%