Aluno da UFMT é afastado após a 1ª ameaça de matar colegas e professores na região de Barra do Garças

Esse fato aconteceu em fevereiro deste ano antes mesmo dos atentados de São Paulo e Santa Catarina

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Aluno da UFMT é afastado após a 1ª ameaça de matar colegas e professores na região de Barra do Garças
Paulo Lacerda lembra que a 1ª ameaça de invasão e matar colegas e professores foi na região de Barra do Garças em fevereiro
Um aluno, cuja idade não foi fornecida e muito menos a disciplina, está afastado administrativamente da sala de aula após fazer postagens de ameaças de invasão a UFMT e matar colegas e professores. Esse fato aconteceu no dia 25 de fevereiro deste ano no campus de Pontal do Araguaia-MT e virou boletim de ocorrência. Foi o primeiro caso de ameaça cibernético que houve na região de Barra do Garças-MT antes mesmo do atentado de São Paulo onde aluno matou professora a facadas e também de Santa Catarina onde homem pulou muro da creche e matou 4 crianças usando uma machadinha.  

Quem trouxe o assunto ao conhecimento da comunidade foi advogado Paulo Lacerda, considerado um dos melhores do estado de Mato Grosso. Paulo destacou que esse tipo de assunto não pode ficar debaixo do tapete e que a sociedade precisa saber porque ela pode (população) ajudar a polícia a identificar as pessoas que usam a rede social para fazer ameaças de atentado. Na primeira postagem disse "vontade comprar uma arma entrar na sala de aula da faculdade e dar um tiro na cabeça de cada um" e no intervalo de duas horas, ele voltou a repetir o assunto, dizendo "queria matar alguém deve ser tão boa a sensação de matar".


“Nesse caso do aluno da UFMT, eu posso falar porque acompanhei de perto. Alguns colegas viram as postagens do aluno e avisaram a coordenação da universidade que afastou imediatamente o aluno, mas como também registrou um boletim de ocorrência. A população tem que ajudar a polícia, nesse sentido, ao verem postagens de pessoas falando de ataques a escolas ou creches em vez de compartilhar avisem a polícia”, advertiu o advogado. No caso do aluno que matou a professora lá em São Paulo, ele comentou que iria fazer isso na rede social, 168 pessoas visualizaram e não fizeram nada para impedi-lo e alguns até deram incentivo ao suspeito.

Com relação ao aluno da UFMT de Pontal, a informação é que ele estava depressivo e por causa disso fez esse comentário, mas agora está passando por um acompanhamento psicológico. Sobre o reforço do projeto Escola Segura, Paulo Lacerda parabenizou as forças de segurança que estão unidas e dando suporte para escolas e creches.

Na opinião do advogado, colocar porta-giratória em escola pode não ser a solução, mesmo porque quem quer fazer algo de mal na escola pode pular o muro como aconteceu lá em Santa Catarina ou simplesmente jogar a faca ou arma pelo muro.

“Tem escolas que nem muro tem como vai se colocar porta-giratória. Estou ouvindo alguns absurdos que alguns vereadores estão falando, aproveitando desse momento, sem levar em conta a realidade das escolas da nossa região. A saída, pra mim, é conscientizar os pais para procurarem saber o que os filhos fazem na rede social e a sociedade continuar fiscalizando a rede social e denunciar qualquer comentário nesse sentido”, frisou. 






 


FONTE: Araguaia Notícia
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