Ex-PM é acusado de usar namorada menor em extorsões sexuais

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Araguaia Notícia com Folhamax

Um ex-policial militar é acusado de utilizar a própria “namorada”, de 15 anos, num esquema de extorsão sexual revelado na operação “Cilada”. As práticas criminosas contavam ainda com a colaboração da mãe da adolescente. 


De acordo com investigações da Polícia Judiciária Civil (PJC), o suspeito de 55 anos orientava a namorada adolescente a criar perfis em aplicativos de relacionamento amoroso. Depois de atrair as vítimas – entre elas, empresários, cantores e até o irmão de um juiz de Mato Grosso -, as relações sexuais eram levadas a cabo, e registradas pela quadrilha, utilizadas, posteriormente, para a prática de extorsões que chegavam a R$ 50 mil.

“Apurou-se que o representado agenciava adolescentes, inclusive a sua própria namorada na época dos fatos, para fins de encontros sexuais com homens mais velhos, os quais eram posteriormente abordados em aparentes ações policiais, oportunidade em que lhes era exigido o pagamento ilícito de elevados valores”, diz trecho dos autos da deflagração da operação “Cilada”, do dia 29 de março de 2023.

Para “despistar” eventuais desconfianças quanto ao relacionamento amoroso da filha adolescente com o homem 40 anos mais velho, a mãe da menor de idade, apresentou-se, ela mesma, como namorada. “Verificou-se, também, que a suspeita teria agido para despistar a vinculação amorosa existente entre ex-policial e sua filha, tendo assumido perante a autoridade policial que ela seria a namorada do ex-policial e não sua filha”, revelam as investigações da PJC.

ALGEMAS E VIATURAS

A PJC também relata que outros integrantes do bando - os investigadores de polícia agiam de forma “violenta e ameaçadora, utilizando-se de armas, algemas e viaturas” contra as vítimas. Ainda de acordo com as investigações, o ex-PM foi expulso da Corporação no ano de 2010 pelas mesmas práticas reveladas na operação “Cilada”. 

O ex-policial, excluído dos quadros da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso no ano de 2010, com condenação criminal decorrente da prática de fatos semelhantes aos investigados atualmente, integraria a organização criminosa e seria responsável pelo agenciamento das adolescentes, inclusive, sua namorada, menor de idade, cuja finalidade seria a realização de encontros sexuais com homens mais velhos”.

O processo judicial derivado das investigações tramita em sigilo.


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