Araguaia Notícia com Folhamax Thaisa Souza de Almeida, esposa de Sandro da Silva Rabelo, o "Sandro Louco", principal liderança da façcão Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, e a idosa Irene Pindo Rabelo Holanda, de 78 anos, mãe do criminoso, estão entre os alvos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da operação Ativo Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (23). Conhecida como "Patroa", Thaisa foi presa no Residencial Florais da Mata, condomínio de luxo em Várzea Grande enquanto a mãe de Sandro Louco foi levada para a delegacia, pois na casa dela foi encontrada uma arma sem registro.
Na casa de Thaísa, o Gaeco apreendeu uma caminhonete Hillux de cor vermelha e um quadriciclo. Devido à idade avançada, a idosa prestará esclarecimentos e deverá ser liberada mediante fiança.
Também foi alvo Luiz Fagner Gomes dos Santos, vulo Passat ou Zóio. Ele é suspeito de tesoureio da organização criminosa. No total 35 integrantes e pessoas ligadas ao Comando Veremelho estão sendo presas pelo Gaeco.
Sandro da Silva Rabelo, o “Sandro Louco”, apontado como a maior liderança do Comando Vermelho no Estado, também foi alvo da operação. Além dele, também tiveram mandados de prisão cumpridos, mesmo dentro do sistema prisional, Leonardo dos Santos Pires, o Sapateiro, Renildo Silva Rios, vulgo Negão, Abraao Lincon, Robson Araújo, o "Carcaça". Todos eles tiveram mandados cumprindo dentro das celas. No total 35 integrantes e pessoas ligadas ao CV estão sendo presa pelo Gaeco.
O objetivo da ação é descapitalizar a facção. A operação se fundamenta em investigação instaurada pelo Gaeco e visa a apuração de delitos de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores auferidos em decorrência da atividade de uma organização criminosa. Ao todo serão cumpridos 271 mandados.
Além delas, um empresário do setor de joias, que vive em um condomínio de Cuiabá, também está entre os alvos. A operação Ativo Oculto deve cumprir ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, prisão preventiva, prisão temporária, bloqueio de bens e valores. A operação se fundamenta em investigação instaurada pelo Gaeco e visa a apuração de delitos de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores auferidos em decorrência da atividade de uma organização criminosa ligada à facção Comando Vermelho.
Serão cumpridos 271 mandados. Do total de ordens judiciais, 34 são mandados de prisões cautelares, 112 de bloqueios e sequestro de bens e valores e 125 de busca e apreensão. Os alvos são lideranças da facção e pessoas envolvidas ou beneficiadas com lavagem de dinheiro e ocultação de bens proveniente de crimes praticados pelos membros do Comando Vermelho. Foram mobilizados mais de 600 policiais civis e militares. Os mandados serão cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D´ Oeste, Araputanga, Barra do Bugres, Arenápolis, Sinop e Rondonópolis. Também serão cumpridas ordens judiciais em Mato Grosso do Sul e Rondônia.
Sandro Louco Em maio de 2014, Thaisa Sousa de Almeida também foi presa na Operação Grená, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil para cumprimento de 55 ordens judiciais (43 prisão e 12 busca e apreensão). Naquela época, ela foi apontada como traficante intermediária nas negociações, na compra e armazenamento de entorpecentes pelo marido Sandro Louco. Ele operava de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) uma articulada rede de tráfico de drogas, fornecendo drogas para presídios e abastecendo diversas bocas de fumo na região metropolitana de Mato Grosso, com apoio de fornecedores e colaboradores do lado de fora.
Sandro Louco soma condenações por vários crimes, entre eles latrocínios e exerce grande poder sobre a criminalidade no Estado de Mato Grosso, sendo respeitado tanto dentro como fora do Sistema Prisional. O criminoso é principal líder do Comando Vermelho em Mato Grosso e um dos idealizadores do CV-MT. Ele é membro do “Conselho Final” e exige o cumprimento rigoroso do estatuto da facção.
Ainda em 2014, Sandro Louco tinha pena a cumprir de 161 anos, 9 meses e 24 dias de prisão, em regime fechado por diversos crimes praticados. Desde então, ele nunca parou de praticar crimes e comandar o tráfico de drogas mesmo estando preso.
Fonte: FOLHAMAX