23/08/2014 às 18h07min - Atualizada em 23/08/2014 às 18h07min

Telexfree, acusada de pirâmide, diz que vai devolver R$ 250 milhões

UOL
Reprodução

A Ympactus Comercial, que representa a Telexfree no Brasil, publicou um vídeo nesta terça-feira (19) prometendo devolver R$ 250 milhões aos participantes da empresa, que é suspeita de praticar pirâmide financeira, mas nega irregularidades.

Carlos Costa, um dos sócios da Ympactus, afirmou que foi concluído o "mutirão da devolução" e que se chegou ao valor de R$ 250 milhões nessa iniciativa. Ele havia afirmado em maio deste ano que a empresa ia fazer um "mutirão" para devolver o dinheiro de participantes.

A ideia do mutirão era calcular o total devido para "pagar os divulgadores que não tiveram tempo de recuperar o dinheiro investido".

No vídeo divulgado na terça-feira, Carlos Costa diz que conseguiu os R$ 250 milhões. Além disso, cita um patrimônio de mais de R$ 600 milhões, mas sem especificar qual é a origem.

"Vamos devolver o dinheiro dos divulgadores e vamos continuar, afinal de contas, tem R$ 600 e tantos milhões, tirando R$ 250 milhões, ainda tem lá uma beirada pra gente brigar. E vamos brigar até o final", afirmou.

A Ympactus foi procurada pela reportagem do UOL, mas ainda não tinha se pronunciado sobre o assunto até a publicação deste texto.

Apesar de citar o patrimônio de R$ 600 milhões, reportagem publicada pela revista "Veja" no último domingo, mostra que o patrimônio da empresa bloqueado é de R$ 152 milhões), e não é suficiente nem sequer para pagar as dívidas tributárias da Ympactus.

Entenda o caso
A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e é acusada nos EUA de praticar pirâmide financeira. A empresa também é investigada no Brasil e está proibida de operar desde junho do ano passado.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial (antiga concordata) dois dias antes da acusação de formação de pirâmide. Seus bens foram congelados nos Estados Unidos e a empresa foi impedida de operar.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo.

A empresa nega qualquer irregularidade em suas operações.


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