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27/02/2023 às 16h45min - Atualizada em 27/02/2023 às 16h45min

Juíza cancela Júri de pai acusado de envenenar o próprio filho; o réu faleceu há 3 anos

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Júri popular ao qual o idoso Adonis José Negri foi marcado para 3 anos após sua morte. Ele faleceu em 2020, vítima de câncer e respondia pela morte do menino Rhayan Christian da Silva Santos, 2., ocorrida por envenenamento em 2016.

O caso teve grande repercussão na época, visto que o menino morreu após consumir achocolata oferecido pelo pai. A fabricante da bebida chegou a se pronunciar e remover o lote do mercado até que fosse comprovada a causa da morte da criança. Após laudo, foi comprovado que o idoso havia envenenado o produto para se vingar de criminoso que corriqueiramente praticava furtos em seu comércio.

No entanto, Deuel de Rezende Soares furtou o achocolatado e vendeu as caixas para o pai de Rhayron, ao invés de ingerir o produto. Ambos são vizinhos da família de Rhayron, no bairro Parque Cuiabá.

O menino passou mal e morreu 10 minutos após chegar à unidade de saúde.

O processo sobre a morte da criança tramita em segredo de justiça, contudo em outra ação respondida por Adonis é comunicado seu óbito e arquivamento da denúncia.

“Neste sentido, a responsabilidade penal é de natureza exclusivamente pessoal e o desaparecimento físico do réu faz também desaparecer a punibilidade, que não pode ser estendida aos seus familiares ou dependentes, em face do princípio da pessoalidade da pena, assegurado pela Constituição”, diz trecho de ação por crime de trânsito contra o idoso. A decisão é de outubro passado e assinada pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, na 3ª Vara de Nova Mutum.

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