18/08/2014 às 13h26min - Atualizada em 18/08/2014 às 13h26min

Produtor inova com horta hidropônica em tubos de PVC

Interessante News com Água Boa News
Reprodução

Aos 42 anos de idade e 10 como horticultor, o gaúcho Luís Faoro é pioneiro em Água Boa na produção de hortaliças no sistema Hidropônica em tubos de PVC. Em uma chácara no subúrbio da cidade ele implantou o sistema e hoje consegue produzir espécies vegetais que tem o sistema radicular considerado pequeno como: alface, coentro, salsinha, rúcula, agrião e almeirão. Na terra hoje são plantados apenas: tomate, couve, cebolinha, rúcula, almeirão, milho e abóbora.

No sistema hidropônico, os pés de alface crescem sem precisar de contato com a terra. A água corre em tubos de cano PVC e alimenta a horta. A técnica consiste em implantar mudas antes plantadas as sementes em cubinhos produzidos produzidos industrialmente através de vegetais como cascas de cocos, nos orifícios abertos nas tubulações. E ali mesmo a hortaliça se desenvolve até a época de colheita. O produtor rural foi o pioneiro neste sistema de produção no município. O investimento inicial foi alto, e o retorno garantido.

A estrutura em PVC fica suspensa do chão com uma leve inclinação. A cada período durante várias vezes ao dia, um sistema bombeia a água para os tubos. Em 3 caixas com água um adubo químico, que acelera o crescimento das mudas, é dissolvido. Um gasto médio em energia de R$ 700 por mês. A cada 30 dias as caixas são lavadas para higienização e evitar proliferação de doenças. Com isso, o tempo de colheita é mais rápido. Da maneira tradicional leva 45 dias, do jeito hidropônico: 25 dias.

Apesar de a água ser à base da produção, o consumo é bem menor do que no cultivo convencional. Nesse sistema o produtor gasta apenas 5% do que gastaria em uma plantação em terra. E por não ter contato com o solo, a planta fica livre de pragas e contaminação e reduz em 50% o uso de agrotóxico. A hidroponia pode ser considerada uma ciência e também uma arte.

Luís juntamente com esposa Angiliene, um filho, e dois empregados, conseguem colher mais de 6.000 pacotes de verduras por mês.

“O investimento é muito alto, custa 3 vezes mais do que a hidroponia em tanque de água, mais vale a pena, aqui temos 1.000 metros lineares de cano em 3 pavilhões cobertos e vamos ampliar ainda mais. Faça chuva ou sol estamos produzindo com qualidade”.

Toda a produção é vendida no atacado aos comerciantes da cidade e no varejo aos domingos na feira livre.

A família Faoro é de Tenente Portela (RS) residiram por algum tempo no estado do Paraná e vieram para Água Boa plantaram lavoura e a cerca de 10 anos com horticultura em uma chácara de 3 há e o sistema de hidropônica foi implantado a 3 anos.
Luís herdou do pai Hélio a aptidão para produção e comércio de verduras, ambos trabalhavam na mesma área em talhões individuais. O patriarca adquiriu recentemente juntamente com uma filha duas propriedades de 50 há cada, sendo áreas lindeiras no P.A. Jaraguá, construiu uma bela casa e estão aprontando a mudança pra lá, de onde além da criação de gado já estão produzindo tomates. “Sabemos produzir e com qualidade, o problema maior é a comercialização, muitas vezes o produto se à quantidade for um pouco maior, têm que ir até o Ceasa de Goiânia para valorizar e voltar pra cá” lamenta.


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