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22/01/2023 às 09h17min - Atualizada em 22/01/2023 às 09h17min

Médico de Barra do Garças estranha exoneração e diz que foi vítima de perseguição de delegado que agrediu esposa

Valdo de Souza disse que vai recorrer da decisão e que no ano passado entrou com o pedido para se aposentar

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O médico legista Valdo de Sousa, de 64 anos, disse que estranhou a exoneração publicada pelo Governo do Estado de Mato Grosso na quinta-feira (19/1) sendo que ele já tinha solicitado a aposentadoria no ano passado, depois de cumprir trinta anos de serviços ao Instituto Médico Legal (IML) na cidade de Barra do Garças-MT. Valdo ressaltou que vai recorrer dessa decisão alegando que no passado foi vítima de uma perseguição de um delegado de polícia que atuou no passado na Barra onde foi acusado de agredir a esposa.

Na época, Valdo disse que foi perseguido pois tinha feito o laudo constando as supostas agressões do delegado a esposa e esse laudo chegou a sumir depois. Em função desse fato, o delegado teria feito um procedimento para conferir a carga horária do médico legista de Barra do Garças para prejudica-lo.

“Aqui na Barra, como em muitas cidades do interior de Mato Grosso, temos uma carga horária flexível diferente da capital e como também trabalho no Pronto Socorro nunca houve um chamado que eu não tenha comparecido ao IML. No ano passado, pedi a minha aposentadoria por trinta anos de serviços ao estado e o que saiu na quinta foi a minha exoneração que no mínimo é injusta e improcedente”, destacou.

Valdo lamentou também a forma que a notícia foi divulgada na sexta-feira, inclusive por site da capital, onde dizia que o salário dele (como médico legista) seria de 34 mil. “Meu ordenado liquido é de R$ 15.200. São vários descontos desde imposto de renda, MTPrev, consignados, planos de saúde e ressaltando que não recebemos por periculosidade da nossa função. E colocaram meu nome junto a outro servidor acusado de corpo mole, eu nunca fiz corpo mole do meu trabalho, podem perguntar a delegados, policiais e a população da cidade que me conhece muito bem”, completou.

Sobre acumular as duas funções em órgãos diferentes, segundo o médico, na constituição federal não tem nenhum impedimento jurídico nesse sentido. “Meus advogados já estão em Cuiabá pegando o processo administrativo pra gente se defender”, finalizou.

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